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Um Manifesto para contribuir e acelerar a transformação do país
Na apresentação do Manifesto pelo Futuro da Educação, o governo afirmou-se alinhado com os princípios do documento coletivo desenvolvido por iniciativa da Fundação Santander
14 Mai 2026 - 16:41
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Rogério Colaço, Presidente do Instituo Superior Técnico, Alexandre Homem Cristo, Secretário de Estado da Educação, Miguel Belo Carvalho e Inês Gouveia, respectivamente, administrador executivo do Banco Santander e Presidente do Conselho de Curadores e Presidente da Fundação Santander e da Rede Universia
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Rogério Colaço, Presidente do Instituo Superior Técnico, Alexandre Homem Cristo, Secretário de Estado da Educação, Miguel Belo Carvalho e Inês Gouveia, respectivamente, administrador executivo do Banco Santander e Presidente do Conselho de Curadores e Presidente da Fundação Santander e da Rede Universia
A Fundação Santander apresentou hoje, perante uma sala repleta de actores do sistema educativo e ainda de representantes de Fundações, o Manifesto “Carta pelo Futuro da Educação – Visão Partilhada e Compromissos para 2050”, construído através do diálogo e reflexão conjunta de 250 instituições, num universo participado por alunos, diretores escolares de instituições tradicionais e não tradicionais, professores e reitores, ouvindo 3 000 pessoas. Miguel Belo de Carvalho , Presidente do Conselho de Curadores da Fundação Santander, sublinhou o fato do documento não constituir um Manifesto político. “A nossa ambição é a de promover a discussão e endereçar uma chamada coletiva. Vemos a Educação como infraestrutura do futuro, esta é a uma forma de contribuir para fortalecer a economia e o país”, afirmou. Miguel Belo de Carvalho defendeu que os desafios são mais complexos do que nunca e que é imperativo “colocar a Pessoa no centro da aprendizagem, encontrar estratégias para a valorização dos professores, do pensamento crítico e do sentido ético”. Defendeu ainda que o futuro da Educação “não pode ser decidido topdown, deve envolver todos. É por isso que são importantes iniciativas como esta, a Fundação Santander quer ser um acelerador nessa transformação”.
A iniciativa da Fundação Santander foi saudada por Alexandre Homem Cristo, Secretário de Estado da Educação, que afirmou estar “alinhado” com os princípios do Manifesto que exprime uma reflexão conjunta. “A Educação tem costas largas, confiamos que seja ela a encontrar os caminhos sociais capazes de responder aos desafios atuais. As expectativas são altas, é um setor sobrecarregado de responsabilidades”, admitiu. Para o governante, o horizonte de 2025 não é fantasioso. “É importante pensar a longo prazo, alguns desafios são estruturais e é bom que se fixem metas temporais, que se tenha um destino enquanto se procura caminhos”. A valorização do Professor parece incontornável nas estratégias sugeridas. “Parte destes compromissos estão já em curso, como a valorização do Professor em contexto de avanço da Inteligência artificial. A exploração do potencial da IA na Educação terá de ser feita com eles, é preciso que tenham acesso a formação para isso. Não existe Educação sem Professores”.
Alexandre Homem Cristo manifestou ainda o seu agrado por a iniciativa da Fundação Santander ter em conta divergências na dimensão territorial. “Não se podem esquecer as diferenças ligadas ao território, mantendo a ambição de encurtar as distâncias de situações e desempenhos bem diversos”. Mais à frente, a realidade multicultural das escolas portuguesas mereceu a atenção do Secretário de Estado da Educação. “Se a Escola falhar nesta sua missão estamos a falhar na coesão social. Perderemos todos com isso. É um grande desafio no momento, é agora ou nunca, as fissuras começam a ganhar espessura”.
Inês Rocha de Gouveia, Presidente da Fundação Santander lembrou que o projeto Horizontes da Educação começou com uma pergunta: ^”Como nos preparar para construir umas educação mais humanista, para uma educação humanista, inclusiva, inteligente e transformadora ?”
Para a dirigente da Fundação Santander, “este é um momento muito relevante para nós, queremos que marque o começo, que seja aquele dia em que a sociedade civil se apropria dos 10 princípios chave com que nos comprometemos por reflexão conjunta”.
Dez Princípios de um Manifesto para transformar Portugal
1 Aprendizagem Centrada na Pessoa
2 O Professor como Função Estratégica para o Futuro
3 Currículo Vivo e Competências para o Futuro
4 Bem-Estar, Inclusão e Desenvolvimento Integral
5 Escola Aberta, Comunidade Plural e Território Educador
6 Sustentabilidade, Resiliência e Literacia Climática
7 Um Novo Contrato Social para a Educação
8 Aprendizagem ao Longo da Vida e Novas Formas de Credenciação
9 Avaliação Autêntica e Respeitadora dos Ritmos de Aprendizagem
10 Demografia, Multiculturalidade e Equidade Territorial
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