3 min leitura
Reino Unido aposta no crescimento das fintech
Regulador dos serviços financeiros anunciou novas medidas para acelerar as transações digitais e a inovação
23 Abr 2026 - 14:22
3 min leitura
Foto: Pixabay
Mais recentes
- Um em cada cinco jovens de famílias com baixa escolaridade não atinge nível básico de literacia financeira
- Habitação provoca choque frontal entre Governo e Banco de Portugal
- Governo alarga montantes de subscrição dos Certificados de Aforro
- Agenda da semana: o que não pode perder na banca e sistema financeiro
- Catástrofes juntam supervisor dos seguros e cientistas da União Europeia
- Fundo nacional para riscos catastróficos em Portugal: é hora de decidir.
Foto: Pixabay
Na semana dedicada às fintech no Reino Unido, a Financial Conduct Authority (FCA), regulador das empresas e dos serviços financeiros, anunciou uma série de medidas para apoiar o desenvolvimento do setor e acelerar as transações digitais.
Segundo Jessica Rusu, diretora de dados, informação e inteligência da FCA, “o Reino Unido é um dos mercados de retalho mais maduros digitalmente, com aproximadamente um em cada quatro consumidores a realizar compras online”.
A responsável revelou que “essa maturidade digital vai muito além do retalho. O setor fintech do Reino Unido contribui com mais de 12,6 mil milhões de euros para a economia. Em 2025, recebeu 12,7 mil milhões de euros de investimento em 445 novos negócios, refletindo a contínua confiança dos investidores globais”.
“Setenta e cinco por cento dos adultos no Reino Unido utilizam serviços de fintech, e o open banking já alcançou mais de 16 milhões de utilizadores, uma escala que poucos mercados globais conseguem igualar”, acrescentou.
Para Jessica Rusu, “atualmente, no meio da extraordinária aceleração da Inteligência Artificial (IA), estamos na iminência de algo muito mais profundo: o comércio com agentes. O comércio com agentes transformará a forma como realizamos transações e como as decisões são tomadas.
O consentimento do consumidor continua a ser fundamental. Em vez de clicar em ‘comprar’, vamos codificar as nossas preferências, permissões e restrições, permitindo que sistemas inteligentes realizem transações em nosso nome, dentro de certos limites, otimizando o preço, a conveniência e até o bem-estar financeiro a longo prazo”.
A FCA tem apoiado a inovação e o crescimento, procurando equilibrar a proteção do consumidor com a estabilidade do mercado.
“Por meio do nosso Laboratório de IA, trabalhamos com empresas na vanguarda da tecnologia, oferecendo recursos computacionais e dados sintéticos como parte do nosso compromisso enquanto regulador”, referiu Jessica Rusu, acrescentando que “as empresas disseram-nos que ajudamos a reduzir o ciclo de desenvolvimento de um ano para apenas três meses. Porque, neste setor, a velocidade não é um luxo — é uma vantagem competitiva”.
A responsável anunciou o próximo grupo de empresas consolidadas que entrarão no programa de Testes ao Vivo de IA, trabalhando em casos de uso no retalho e no segmento grossista, pagamentos automatizados e aplicações de IA em consultoria financeira e avaliação de crédito. Esse grupo inclui Barclays, GoCardless, Experian, UBS, Palindrome, Aereve, Co-Adjute e Lloyds/Scottish Widows.
“A base de tudo isto é o nosso roteiro de Finanças Abertas, publicado na semana passada. Trata-se de uma camada de infraestrutura que permitirá que o comércio interoperável seja escalável”, referiu Rusu, acrescentando: “Hoje em dia, a vida financeira da maioria das pessoas permanece fragmentada — contas correntes, pensões, hipotecas, tudo em locais diferentes. O open finance muda isso. Os dados financeiros podem ser armazenados com segurança numa carteira digital e utilizados para encontrar melhores produtos e serviços.”
A responsável anunciou também uma “Unidade de Aceleração e Crescimento” na FCA, aberta à inscrição de empresas fintech regulamentadas. “Não se trata de saber se o produto funciona, mas sim de como crescer, entrar em novos mercados, construir resiliência e passar do momento atual à liderança”, concluiu.
Mais recentes
- Um em cada cinco jovens de famílias com baixa escolaridade não atinge nível básico de literacia financeira
- Habitação provoca choque frontal entre Governo e Banco de Portugal
- Governo alarga montantes de subscrição dos Certificados de Aforro
- Agenda da semana: o que não pode perder na banca e sistema financeiro
- Catástrofes juntam supervisor dos seguros e cientistas da União Europeia
- Fundo nacional para riscos catastróficos em Portugal: é hora de decidir.