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Um em cada cinco jovens de famílias com baixa escolaridade não atinge nível básico de literacia financeira
Entre os jovens cujos pais concluíram o ensino secundário há uma maior percentagem com competências de topo em literacia financeira.
24 Abr 2026 - 11:14
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Entre os jovens cujos pais não terminaram o ensino secundário observa-se uma maior proporção de alunos que não possuem competências básicas no que diz respeito à literacia financeira. Este é o resultado de um estudo incluído no último boletim económico do Banco de Portugal, denominado “Políticas em análise – Um retrato da literacia financeira em Portugal”.
Os dados são de 2022 e têm como base o módulo de literacia financeira incluído no inquérito PISA, da OCDE. Segundo o estudo, são 21,3% os alunos de 15 anos sem competências básicas em literacia financeira e cujos pais não terminaram o ensino secundário. Este valor cai para 12,7% entre jovens com pais que terminaram o ensino obrigatório.
Olhando para o reverso da moeda, é possível averiguar que há 3,2% de jovens com pais sem o ensino secundário que possuem competências de topo. Esta percentagem mais do que duplica para 7,8% entre filhos de pais com o 12.º ano.
Um outro parâmetro considerado nesta análise prende-se com o número de livros em casa. O estudo concluiu que a percentagem de alunos sem competências básicas de literacia financeira é maior entre aqueles com menos de 100 livros em casa – 18,7% contra 5,6%. Por sua vez, as competências de topo verificam-se em 13,2% dos jovens com mais de 100 livros em casa, enquanto apenas 4,3% atinge este nível entre os que têm menos livros.
O Banco de Portugal salienta que muitos destes jovens têm acesso a uma conta bancária e, “assim, importa aferir se têm as ferramentas necessárias para tomar decisões financeiras informadas, de forma autónoma, e reagir atempadamente a potenciais fraudes”. “Esta forte associação entre o desempenho dos estudantes e as características das suas famílias sinaliza a necessidade de assegurar níveis adequados de literacia financeira durante o percurso de escolaridade obrigatória dos jovens”, acrescenta.
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