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Revolut diz que jovens portugueses estão mais cautelosos nos investimentos
Gerações mais jovens privilegiam fundos do mercado monetário e obrigações soberanas
06 Ago 2026 - 18:18
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Uma análise aos investimentos realizados pelos clientes portugueses da Revolut revela que “uma mudança geracional está a redefinir a estratégia das carteiras: os fundos do mercado monetário (Money Market Funds – MMFs) representaram 50% das alocações efetuadas em julho em Portugal, percentagem que sobe para uns expressivos 57% entre os investidores com idades compreendidas entre os 18 e os 34 anos”.
Segundo o Head of Wealth and Trading da Revolut, Rolandas Juteikas, “com as rendibilidades das obrigações do Tesouro dos Estados Unidos e das obrigações europeias com classificação AAA a atingirem máximos de vários anos — níveis que não se verificavam há mais de uma década —, as gerações mais jovens estão a adotar uma postura surpreendentemente defensiva. Em vez de procurarem ativos mais especulativos, estão a privilegiar retornos de baixo risco através de fundos do mercado monetário e de obrigações soberanas, em detrimento de ações individuais norte-americanas. Os investidores mais jovens preferem deter os seus investimentos através de veículos diversificados, em vez de ações individuais, privilegiando assim uma exposição mais ampla aos mercados.”
Segundo a Revolut, nos mercados acionistas globais “os investidores demonstraram resiliência perante o ruído de curto prazo. Enquanto os utilizadores a nível mundial reforçaram a sua convicção no setor da inteligência artificial (IA), aproveitando a correção das ações da Micron Technology — que acumulam uma queda de cerca de 30% face ao máximo recente —, e consolidaram a sua exposição ao crescimento de longo prazo através do Vanguard S&P 500, as preferências dos investidores portugueses revelam um perfil distinto. Apesar de, a nível global, as tendências favorecerem as grandes empresas ligadas à IA e a dívida norte-americana, os investidores portugueses continuam a privilegiar a preservação do capital através da liquidez remunerada dos fundos do mercado monetário e da exposição a índices diversificados, em vez da volatilidade associada às ações individuais.”
“Isto demonstra que tanto os investidores de retalho a nível global como os portugueses estão a amadurecer rapidamente, conciliando a proteção do capital proporcionada por ativos de maior rendimento com uma exposição estratégica aos mercados financeiros”, conclui o neobanco.
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