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Santos Pereira: “Quem trabalha no Banco de Portugal não pode fazer política”
Novo governador garante que o banco dará toda a informação necessária sobre a nova sede, mas sublinha que a Inspeção-Geral de Finanças “não tem competência” para auditar o banco central
17 Set 2025 - 12:00
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Audição 17/9 parlamento, Álvaro Santo Pereira
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Audição 17/9 parlamento, Álvaro Santo Pereira
O novo governador afirmou que não vai tolerar que quem trabalhe no Banco de Portugal faça política. Em resposta a uma pergunta do Partido Socialista sobre a filiação partidária dos funcionários do Banco de Portugal, Santos Pereira declarou:
“Obviamente não vou pedir a filiação partidária de ninguém que trabalha no Banco de Portugal. Mas quem trabalha no Banco de Portugal não pode estar na política ativa. Quem estiver no Banco de Portugal e quiser envolver-se ativamente em questões políticas terá de tomar uma decisão, porque essa é uma situação que tem de ser avaliada.”
Álvaro Santos Pereira afirmou hoje, na Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças Públicas (COFAP), que a Inspeção-Geral de Finanças (IGF) não tem competência para auditar o Banco de Portugal. “Na lei orgânica do Banco, nas competências do Ministério das Finanças e num parecer do Eurosistema está claro que não é possível que existam auditorias realizadas por instituições sujeitas a controlo político”, referiu Santos Pereira, rejeitando assim a iniciativa do ministro das Finanças, Miranda Sarmento.
“Quem não deve, não teme”, acrescentou o novo governador, sublinhando que “o Banco responderá a todas as questões da IGF e dará todas as informações sobre a nova sede ao povo português. Se for necessária uma auditoria, então será o Tribunal de Contas a entidade competente para a realizar”.
Santos Pereira considerou ainda que “faz todo o sentido o Banco de Portugal ter uma sede que concentre todas as equipas atualmente dispersas por vários locais”, acrescentando que, durante o seu mandato, “o Banco irá utilizar muito mais as suas delegações espalhadas pelo país, de modo a aproximar a instituição das pessoas”.
Relativamente ao chefe de gabinete nomeado por Mário Centeno (Álvaro Novo), Santos Pereira esclareceu que não será o seu chefe de gabinete, anunciando que a escolha recaiu sobre Filipa Santos.
O novo governador negou alguma vez ter sido militante de um partido, mas reconheceu ter recebido convites para cargos políticos, os quais “não aceitou”.
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