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Seguradoras indemnizaram 80% dos prejuízos em habitações causados pela Kristin

"O comboio de tempestades provocou perdas globais estimadas atualmente em cerca de 5,3 mil milhões de euros, dos quais apenas 26% se encontram cobertas pelo setor segurador”, revelou a ASF.

28 Jul 2026 - 16:16

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Primeiro-ministro Luís Montenegro visita concelhos afetados pela tempestade Kristin, 29 janeiro 2026 | Foto: Gonçalo Borges Dias/GPM

Primeiro-ministro Luís Montenegro visita concelhos afetados pela tempestade Kristin, 29 janeiro 2026 | Foto: Gonçalo Borges Dias/GPM

As seguradas indemnizaram 80% dos prejuízos estimados no segmento da habitação seis meses após a tempestade Kristin, de acordo com Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF). A ASF realizou um estudo para avaliar o ponto de situação do desempenho das seguradoras relativamente ao “comboio de tempestades” provocado pela depressão Kristin que afetou Portugal e em particular a zona centro do país.

“O comboio de tempestades provocou perdas globais estimadas atualmente em cerca de 5,3 mil milhões de euros, dos quais apenas 26% se encontram cobertas pelo setor segurador”, revelou a ASF. No âmbito segurador, a tempestade “originou 218 mil sinistros e 1,4 mil milhões de euros de perdas seguras”, o que de acordo com a instituição constituiu “um dos maiores testes alguma vez enfrentados pelo setor”.

“Mais de 99% dos sinistros já foram objeto de peritagem, cerca de 85% dos processos já se encontram encerrados e as seguradoras já indemnizaram mais de 80% dos prejuízos estimados no segmento da habitação, onde se concentrou a maioria das participações”, segundo o estudo.

A ASF propõe ainda a criação de um “Sistema Nacional de Proteção contra Catástrofes Naturais”, que deverá assentar numa lógica de responsabilidade partilhada, segundo defende, pelos cidadãos, empresas, setor segurador, resseguradores internacionais e Estado. Aproximadamente 91% das perdas seguras foram suportadas pelo mercado internacional de resseguro, afirmou a ASF.

“O relatório mostra que o setor segurador português respondeu de forma globalmente robusta ao teste mais exigente da sua história recente, mas mostra também que Portugal continua a ter uma grande insuficiência de proteção: apenas 26% dos prejuízos provocados por estas tempestades estavam cobertos por seguros. Esta é uma vulnerabilidade económica e social que o país não pode ignorar”, afirmou o presidente da ASF, Gabriel Bernardino, em comunicado.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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