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Seguros de saúde custam, em média, 437,21 euros por pessoa
Mais de quatro milhões de portugueses estão abrangidos por estas apólices, mas o ritmo de crescimento abrandou em 2025
05 Ago 2026 - 15:52
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O prémio médio por pessoa segura nos seguros de saúde aumentou 4,6% em 2025, para 437,21 euros. O crescimento foi mais acentuado nas apólices individuais (+6,8%), onde o prémio médio atingiu 452,38 euros, do que nas apólices de grupo (+2,8%), que registaram um prémio médio de 423,90 euros. Os dados foram divulgados esta semana pelo Observatório dos Seguros de Saúde, com base na informação disponibilizada pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF).
Segundo o relatório, «após dois anos de expansão acentuada, em 2023 e 2024, este segmento de negócio mantém, em 2025, a tendência de crescimento, embora a um ritmo menos expressivo. Ainda assim, os prémios brutos emitidos cresceram 11,9% face a 2024, totalizando 1,9 mil milhões de euros».
O peso dos prémios dos seguros de saúde no total do ramo Não Vida tem aumentado de forma contínua e representa já quase um quarto do mercado (23,2%), refletindo um reposicionamento estratégico deste segmento no setor segurador português.
Mantém-se igualmente a tendência de diminuição da concentração do mercado. Em 2025, as três maiores seguradoras detinham uma quota de mercado de 67,9%, quando, em 2020, esse mesmo grupo representava 73,1%. Esta evolução foi mais evidente nas apólices de grupo, onde a quota dos três principais operadores recuou 1,5 pontos percentuais.
No período em análise, o número de apólices emitidas aumentou 2,4% e o número de pessoas seguras cresceu 6,9%, permitindo ao setor segurador ultrapassar, em 2025, os quatro milhões de pessoas abrangidas por seguros de saúde. Este crescimento foi particularmente expressivo nas apólices de grupo, que registaram um aumento de 8,5% e continuam a desempenhar um papel determinante na expansão deste segmento de negócio.
Apesar do aumento do número de pessoas seguras, o número de reclamações encerradas manteve-se estável em 2025, fixando-se em 3.954 processos, dos quais 63% tiveram uma resposta desfavorável ao reclamante.
Os sinistros continuam a constituir o principal motivo de reclamação, representando 52% do total e registando um aumento de 5,5%. Em contrapartida, as reclamações relacionadas com os prémios diminuíram significativamente (-26,8%), depois de terem atingido o valor mais elevado em 2024.
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