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S&P Global Ratings aponta Portugal como o país europeu onde os preços das casas mais vão subir em 2026
Agência de notação financeira revê em alta, em três pontos percentuais, a previsão para a valorização da habitação em Portugal
14 Jul 2026 - 07:30
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Foto: Adobe Stock/Kenishirotie
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Portugal será o país europeu onde os preços da habitação mais deverão aumentar em 2026. Segundo um estudo da S&P Global Ratings divulgado esta semana, que analisa os 12 principais mercados europeus, os preços das casas em Portugal deverão subir, em média, 10%, face a um aumento médio de 4% no conjunto da Europa.
O segundo país onde os preços da habitação mais deverão aumentar é Espanha, com uma subida prevista de 9,1%.
Neste mais recente relatório, a S&P reviu em alta, em três pontos percentuais, a previsão divulgada em fevereiro para a evolução dos preços da habitação em Portugal. Já no caso de Espanha, os economistas da agência reduziram a estimativa em 0,2 pontos percentuais.
Estas projeções estão em linha com as previsões de vários relatórios do setor, que já indicavam no início do ano que os preços da habitação iriam desacelerar o ritmo de crescimento, embora continuassem a registar aumentos significativos.
No conjunto da Europa, a S&P prevê que os preços da habitação residencial aumentem, em média, 4% este ano e que o crescimento abrande para 3% em 2027. Nesse ano, os preços em Portugal deverão crescer 5,5%.
Segundo a S&P Global Ratings, até 2029 os preços da habitação em Portugal deverão registar um crescimento médio anual na ordem dos 5%.
A agência introduziu várias alterações nas suas previsões, justificadas sobretudo pela evolução da inflação, das taxas de juro e do mercado de trabalho.
Na sequência do conflito no Médio Oriente, a S&P passou a prever uma taxa de inflação de 3,1% para a zona euro, acima dos 1,8% estimados nas projeções anteriores.
Segundo a agência, um enquadramento macroeconómico mais moderado deverá continuar a sustentar a valorização da habitação na Europa. A S&P desenvolveu também um cenário alternativo mais conservador, tendo em conta a incerteza em torno da normalização do comércio marítimo através do Estreito de Ormuz.
Ainda assim, a agência considera que a escassez de habitação disponível continuará a ser o principal fator de suporte da subida dos preços no mercado residencial europeu.
Os constrangimentos na construção, a escassez de mão de obra, os elevados custos dos materiais e a morosidade dos processos administrativos deverão continuar a limitar a criação de nova oferta. Em contrapartida, taxas de juro reais do crédito à habitação mais baixas do que o esperado deverão continuar a apoiar a procura.
Recorde-se que, na semana passada, o governador do Banco de Portugal foi ouvido no Parlamento, na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública (COFAP), a propósito da alteração da medida macroprudencial aplicável à concessão de crédito à habitação.
Na ocasião, Álvaro Santos Pereira justificou a revisão daquela medida com base em vários indicadores económicos, entre os quais o défice estimado de 300 mil habitações no mercado, a subida de 164% dos preços da habitação entre 2015 e 2025 e o facto de 54% das aquisições de habitação terem sido financiadas através de crédito bancário.
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