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Santos Pereira: “A correção dos preços da habitação é o principal risco sistémico para a nossa economia”
Governador do Banco de Portugal explicou a nova medida macroprudencial para a concessão de crédito com a “acumulação de sinais negativos”. “A passividade não é uma opção”, afirmou
09 Jul 2026 - 15:26
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Chamado ao Parlamento para explicar a alteração da recomendação macroprudencial para a concessão de crédito, o governador do Banco de Portugal apontou a “correção dos preços da habitação” como “o principal risco sistémico para a nossa economia”.
“A passividade não é uma opção”, afirmou Álvaro Santos Pereira esta quinta-feira, na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública (COFAP), acrescentando que, nos últimos anos, “tem havido um maior relaxamento nas condições de concessão de crédito”.
O governador sustentou esta posição com vários indicadores económicos, entre os quais o défice de 300 mil habitações no mercado, a subida de 164% dos preços da habitação entre 2015 e 2025 e o facto de 54% das aquisições de casa terem sido financiadas através de crédito bancário.
“Foi para prevenir o sobre-endividamento das famílias que o Banco de Portugal adotou esta nova recomendação macroprudencial”, afirmou o governador.
Álvaro Santos Pereira acrescentou que o banco central pretende ir mais longe e considera fundamental que “as recomendações macroprudenciais sejam vinculativas”, uma posição que não foi bem recebida pelos deputados do Partido Chega, que defenderam que os bancos já efetuam uma avaliação suficientemente rigorosa das condições dos mutuários na concessão de crédito à habitação.
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