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Revolut vê o euro digital como forma de superar a “fragmentação do mercado”
Neobanco considera que se trata de um passo importante para promover a utilização de instrumentos de pagamento eletrónicos na Europa
14 Jul 2026 - 14:51
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A Revolut, uma das 36 entidades selecionadas nesta terça-feira pelo Banco Central Europeu (BCE) para integrar o projeto-piloto do euro digital, que deverá arrancar no segundo semestre de 2027 e terá a duração de 12 meses, considera que esta iniciativa permitirá “superar a fragmentação do mercado e reforçar a soberania financeira europeia”.
Em declarações ao Jornal PT50, um porta-voz daquele neobanco afirmou que “a Revolut defende, há muito, que iniciativas do setor público, como o euro digital, funcionam como importantes infraestruturas públicas que complementam a inovação e os métodos de pagamento desenvolvidos pelo setor privado”.
Segundo a mesma fonte, “acreditamos que os consumidores e as empresas da União Europeia só têm a ganhar com uma ampla variedade de métodos de pagamento, tal como se tem verificado ao longo dos últimos anos. Na Revolut, acreditamos que esta diversidade oferece aos consumidores soluções mais vantajosas, permitindo-lhes escolher o instrumento que melhor responde às suas necessidades no momento do pagamento”.
Relativamente ao futuro da digitalização dos pagamentos, a Revolut considera que “a criação de um euro digital, concebido como um instrumento soberano europeu, inovador e totalmente digital, confirma a importância de promover a utilização de instrumentos de pagamento eletrónicos no continente”.
A instituição acrescenta que o desenvolvimento do euro digital poderá contribuir para reforçar a autonomia estratégica da União Europeia no domínio dos pagamentos, reduzindo a dependência de soluções internacionais e promovendo uma maior integração do mercado europeu.
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