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‘Stablecoin’ da Revolut vai estar acessível a 2 milhões de clientes na fase inicial de lançamento
A EURR foi lançada em Portugal, Polónia e Dinamarca, mas não para todos os clientes. No futuro, a Revolut quer alargar produto a todo o EEE.
30 Ago 2026 - 09:45
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A Revolut lançou uma ‘stablecoin’, a EURR, nesta semana que vai estar disponível, numa fase inicial, em três mercados: Portugal, Polónia e Dinamarca. Contudo, nem todos vão ter acesso ao mesmo tempo. Nesta primeira fase, são cerca de 2 milhões os clientes, no total, que vão poder utilizar esta funcionalidade, segundo adiantou fonte oficial da Revolut ao Jornal PT50.
A instituição financeira acrescentou que o processo é faseado por estar no princípio, com o objetivo de alargar no futuro a todo o EEE.
O banco digital britânico explicou ainda que os três mercados em questão foram selecionados pela sua dimensão. De acordo com os dados mais recentes disponíveis, a Revolut tem cerca de 2,3 milhões de clientes em Portugal, perto de 5,2 milhões na Polónia e mais de 400 mil na Dinamarca. Isto significa que apenas um quarto vai ter acesso à ‘stablecoin’ lançada.
Questionada sobre o porquê de indexar a primeira criptomoeda ao euro, a empresa esclareceu que, com a “forte presença europeia e a licença MiCA a disponibilizar um quadro regulatório claro para ‘e-money tokens’ em todo o EEE, um ativo denominado em euros é o ponto de partida mais lógico” para a base de clientes da instituição. A Revolut relembra que está a desenvolver outros ativos digitais indexados a outras moedas “através de vias regulatórias separadas”.
A ‘fintech’ tem a sua licença MiCA ao abrigo da legislação cipriota. Questionada sobre se tenciona adquirir uma licença adicional noutro país da União Europeia, a empresa reforça apenas que a autorização atual permite operar nos 30 mercados do EEE.
As ‘stablecoins’ indexadas ao euro ainda são poucas e o seu peso no mercado é reduzido. Uma das iniciativas europeias que está a tentar contrariar esta tendência é o consórcio Qivalis, que conta já com 37 bancos europeus, e que pretende lançar uma ‘stablecoin’ indexada ao euro até ao final de 2026.
Em relação a uma possível adesão a este consórcio, a Revolut afirma que “não é um tema sobre o qual façamos comentários”. Em maio, o Jornal PT50 questionou os bancos portugueses sobre o mesmo assunto e concluiu que também estes não têm pressa em aderir a esta iniciativa.
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