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Taxa de juro média dos novos créditos à habitação atinge 2,96% em julho
As novas operações de empréstimos a particulares ascenderam a 3,84 mil milhões, dos quais 2,84 mil milhões corresponderam a crédito à habitação.
02 Set 2026 - 12:34
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As novas operações de crédito à habitação atingiram uma taxa de juro média de 2,96% em julho, mais 0,02 pontos percentuais (pp) do que no mês anterior. Tanto os novos contratos como os contratos renegociados reportaram subidas da taxa de juro média, ambos em 0,02 pp, para 2,95% e 2,97%, respetivamente.
Portugal manteve a quinta taxa de juro média mais baixa da Zona Euro, onde, por sua vez, subiu 0,04 pp para 3,52%. A Letónia é o país que regista a taxa média mais elevada, de 4,37%, enquanto Malta tem a mais baixa, de 1,94%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pelo Banco de Portugal.
Já os novos empréstimos ao consumo tiveram uma taxa de juro média de 8,99%, mais 0,2 pp. Os créditos para outros fins fixaram-se em 3,76%, mais 0,07 pp.
No total, as novas operações de empréstimos a particulares ascenderam a 3,84 mil milhões em julho, mais 70 milhões face a junho. O aumento originou sobretudo nas operações de crédito à habitação, que cresceram 57 milhões para 2,84 mil milhões.
Os empréstimos para consumo e outros fins registaram subidas de 9 milhões e 5 milhões, respetivamente, para 663 milhões e 340 milhões.
Olhando apenas para os novos contratos, estes correspondem a 3,32 mil milhões dos novos créditos, mais 195 milhões do que em junho. Já as renegociações fixaram-se em 519 milhões, menos 124 milhões do que no mês anterior.
Os novos contratos de crédito à habitação atingiram um novo recorde, de 2,35 mil milhões, o que equivale a um aumento de 166 milhões em cadeia. Por outro lado, os empréstimos renegociados com esta finalidade baixaram 109 milhões.
Entre os novos contratos de crédito à habitação, 85,9% foi contratado com taxa mista, ganhando ainda mais peso face aos 84,3% de junho. Os empréstimos com taxa fixa aumentaram ligeiramente de 2,1% para 2,4%. O recurso à taxa variável aconteceu em 11,8% dos créditos, menos 1,8 pp do que em junho.
No que diz respeito às taxas de juro médias, a taxa mista mantém-se a mais baixa, em 2,83%, seguida pela taxa variável, com 3,19%, e a taxa fixa, em3,78%. Todos os tipos de taxa reportaram aumentos.
A prestação média mensal dos empréstimos para habitação voltou a subir, pela 11.ª vez consecutiva, atingindo um novo máximo histórico: 441 euros. São mais 5 euros do que em junho e mais 28 euros face ao mês homólogo. “Este aumento resultou do acréscimo quer da prestação média dos contratos já existentes, quer dos novos contratos, estes últimos com prestações médias mais elevadas”, explica o Banco de Portugal.
Renegociações aceleram crédito das empresas
O crédito às empresas também aumentou em julho, com as novas operações a ascenderem a 3,08 mil milhões, mais 11 milhões do que em junho. O banco central esclarece que o aumento se deve às renegociações, que subiram 120 milhões para 331 milhões.
As operações até 1 milhão de euros cresceram 1,48 mil milhões, mais 27 milhões do que no mês anterior, enquanto os empréstimos acima de 1 milhão caíram 17 milhões para 1,6 mil milhões.
A taxa de juro média dos créditos às empresas baixou de 4,09% para 4,03%. Nos novos contratos, que representaram 89% do montante de novas operações, a taxa de juro média foi de 4,06%, menos 0,02 pp. Nos empréstimos acima de 1 milhão, a taxa média caiu 0,19 pp para 3,86%. No sentido contrário, os créditos abaixo desse valor aumentaram 0,06 pp para 4,21%.
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