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Tribunal de Amesterdão rejeita tentativa de bloquear recondução de CEO da Euronext Milão

Cassa Depositi e Prestiti, detida pelo Estado italiano e acionista da Euronext, quer que a empresa procure alternativas ao atual CEO da Borsa Italiana.

14 Abr 2026 - 17:22

2 min leitura

Foto: Barbara Lunghi

Foto: Barbara Lunghi

O CEO da Euronext Milão, Fabrizio Testa, espera uma recondução no cargo na próxima assembleia de acionistas da Euronext, marcada para maio. Contudo, a Cassa Depositi e Prestiti (CDP), instituição financeira italiana detida maioritariamente pelo Governo de Itália, tem vindo a contestar esta decisão.

A entidade, que detém 8,08% da Euronext, tentou, por via judicial, bloquear a recondução de Testa. No entanto, o tribunal neerlandês responsável pelo caso não aceitou esta intenção por parte do acionista, de acordo com decisão à qual a Reuters teve acesso.

A Reuters adianta que a CDP pretende recorrer da decisão, citando fonte próxima do assunto. A Euronext, por sua vez, recusou comentar.

A CDP pretende que a Euronext faça uma procura alargada por candidatos alternativos. No passado, recorda a Reuters, o CEO da Euronext, Stéphane Boujnah, já referiu que o atual CEO da Borsa Italiana está encaminhado para conseguir um segundo mandato, parabenizando o mesmo pelos resultados alcançados.

Testa tornou-se líder da bolsa italiana em 2021, aquando da aquisição da mesma pela Euronext à LSEG. O negócio de 4,3 mil milhões de euros tornou o mercado italiano um dos maiores da Euronext.

Esta tentativa por parte da CDP, nota a agência de notícias, surge perante preocupações do executivo de Giorgia Meloni de que a Euronext reduza as operações em Itália e favoreça entradas em bolsa no mercado francês ou outros.

Este não é o primeiro negócio que leva o Governo de Itália a agir em defesa do seu mercado doméstico. No final do ano passado, também a ‘joint venture’ entre a maior seguradora italiana, a Generali, e o banco francês BPCE, que previa uma gestora de ativos conjunta, caiu por terra, alegadamente por o executivo italiano ter receio de que as poupanças domésticas saíssem da esfera exclusiva da Generali.

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