2 min leitura
Generali e BPCE rompem negociações sobre gestão de ativos
Dono do Novo Banco refere em comunicado que não estão reunidas as condições para a conclusão do negócio.
11 Dez 2025 - 17:28
2 min leitura
Nicolas Namias, CEO do BPCE | Foto: BPCE
Mais recentes
- Sociedade de Garantia Mútua está a analisar candidatos para suceder a José Furtado
- Banco de Portugal aproveita avaliação do FMI para reforçar a exigência de que as medidas macroprudenciais sejam obrigatórias
- Lisboa vai receber encontro anual do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento em 2029
- Trocas entre o Santander Totta e o Banco CTT
- BCE admite possibilidade de subir mínimo de ativos para bancos serem considerados de grande dimensão
- Banca portuguesa está resiliente mas riscos devem ser monitorizados
Nicolas Namias, CEO do BPCE | Foto: BPCE
Os franceses da BPCE, proprietários do Novo Banco em Portugal, e a Generali, a maior seguradora de Itália, anunciaram nesta quinta-feira a desistência dos planos de fusão das suas divisões de gestão de ativos. Em comunicado a que o Jornal PT50 teve acesso, pode ler-se: “Na sequência do anúncio de 21 de janeiro de 2025 sobre a assinatura de um Memorando de Entendimento (“MoU”) não vinculativo para criar uma joint venture entre as respetivas atividades de gestão de ativos, a Generali e a BPCE levaram a cabo extensas discussões e os processos de consulta aplicáveis com as partes interessadas relevantes, em conformidade com os processos e estruturas de governação de cada parte.”
“Embora o trabalho realizado em conjunto nos últimos meses tenha confirmado os méritos e o valor industrial de uma parceria, a Generali e a BPCE decidiram conjuntamente terminar as negociações, em linha com os termos comunicados a 15 de setembro, concluindo que as condições para alcançar um acordo final não estão atualmente reunidas”, refere o grupo liderado por Nicolas Namias, acrescentando que “ambos os grupos mantêm o seu compromisso com o desenvolvimento de uma indústria financeira dinâmica, com campeões europeus competitivos à escala global que contribuam para o sucesso económico da região”.
De acordo com a agência Reuters, o acordo foi contestado pelo Governo italiano e por dois grandes investidores da Generali: a Delfin, holding da família Del Vecchio, e o magnata da construção Francesco Gaetano Caltagirone.
Recentemente, estes investidores reforçaram a sua influência sobre a seguradora ao apoiarem a aquisição da Mediobanca — maior acionista da Generali — pelo banco italiano Banca Monte dei Paschi di Siena.
Fontes citadas afirmaram que Roma temia que a seguradora italiana perdesse o controlo total sobre a alocação das poupanças captadas em Itália.
No final de outubro, fontes tinham já indicado à Reuters que a Generali e a BPCE provavelmente abandonariam os seus planos.
Mais recentes
- Sociedade de Garantia Mútua está a analisar candidatos para suceder a José Furtado
- Banco de Portugal aproveita avaliação do FMI para reforçar a exigência de que as medidas macroprudenciais sejam obrigatórias
- Lisboa vai receber encontro anual do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento em 2029
- Trocas entre o Santander Totta e o Banco CTT
- BCE admite possibilidade de subir mínimo de ativos para bancos serem considerados de grande dimensão
- Banca portuguesa está resiliente mas riscos devem ser monitorizados