3 min leitura
Lagarde pede aos líderes europeus que sejam tão corajosos como Mario Draghi
“Quando o destino da Europa dependia de um indivíduo disposto a agir, foi Mario quem deu o primeiro passo”, afirmou a presidente do Banco Central Europeu.
14 Mai 2026 - 16:31
3 min leitura
Cristhine Lagarde e Mario Draghi/foto: BCE
Mais recentes
- Um Manifesto para contribuir e acelerar a transformação do país
- Lagarde pede aos líderes europeus que sejam tão corajosos como Mario Draghi
- APB promoveu sessões de literacia financeira em três escolas de Almada
- Banco de Portugal participa no projeto-piloto do euro digital
- Klarna regressa aos lucros após quatro trimestres consecutivos no vermelho
- Banco de Espanha pede à Anthropic que disponibilize o modelo Mythos a toda a banca europeia
Cristhine Lagarde e Mario Draghi/foto: BCE
Mario Draghi recebeu esta semana o Prémio Carlos Magno, na cidade de Aachen (terra natal do imperador germânico e local onde este viria a falecer), na Alemanha. No discurso que antecedeu a entrega do prémio, a presidente do Banco Central Europeu (BCE) fez um apelo aos atuais líderes europeus para que tenham a mesma coragem que Draghi demonstrou ao salvar a moeda única durante a crise das dívidas soberanas.
Christine Lagarde recordou o papel do seu antecessor no BCE durante o auge da crise, em 2011, quando se verificou que “a Europa havia criado uma moeda, mas não todos os meios necessários para a proteger da tempestade”.
“Mais uma vez, o destino da Europa dependia de um indivíduo disposto a agir. E foi Mario quem deu o primeiro passo. O seu compromisso de fazer ‘o que for preciso’ para preservar o euro, dentro do mandato do BCE, tornou-se o ponto de viragem na crise. Foi um ato de liderança institucional: o momento em que o banco central deixou claro que o euro era um compromisso irreversível. Mas também foi um ato de liderança pessoal”, afirmou Lagarde.
A presidente do BCE salientou que “Mario compreendeu que a inação também é uma escolha política. E quando a inação compromete o mandato confiado a uma instituição, torna-se uma escolha de extrema consequência”, acrescentando: “A sua intervenção marcou o início de uma evolução do BCE. Também deu tempo à Europa: para reforçar as suas regras orçamentais, criar novos mecanismos de crise e dar início à união bancária”.
Para Lagarde, “mais uma vez, Mario seguiu o padrão da verdadeira arte de governar europeia: respondendo ao apelo quando mais importava e criando as condições para que a Europa emergisse com instituições mais fortes”.
Os tempos são outros e os desafios para a Europa permanecem. “A verdadeira lição da nossa história é que o trabalho de fortalecer a Europa nunca termina. Cada geração descobre, sob a pressão de novos desafios, onde o projeto europeu permanece inacabado — e onde precisa de ser fortalecido para que perdure”, disse a presidente do BCE.
Recordando o recente trabalho de Draghi sobre a competitividade europeia, Lagarde referiu que esse diagnóstico “identificou as fragilidades da Europa com uma precisão perturbadora: um mercado único ainda incompleto; mercados de energia muito fragmentados; mercados de capitais muito segmentados; indústrias de defesa ainda divididas por linhas nacionais”, acrescentando que “Mario demonstrou que a competitividade é mais do que uma questão económica. Trata-se de saber se a Europa conseguirá preservar a sua prosperidade e continuar a ser dona do seu próprio destino no mundo em que vivemos hoje”.
O desafio lançado aos responsáveis políticos europeus para construírem as instituições que faltam à Europa foi claro: “Essa responsabilidade recai sobre os líderes europeus. São eles que devem agir de acordo com o diagnóstico de Mario. São eles que devem decidir se este momento se tornará mais uma oportunidade perdida ou mais um passo na construção da Europa”.
“Agora, os líderes europeus precisam de responder a este desafio — e construir algo duradouro. O que precisam é de coragem para agir. E, se estiverem à procura de um exemplo dessa coragem, basta olharem para o Mario”, concluiu Lagarde.
Mais recentes
- Um Manifesto para contribuir e acelerar a transformação do país
- Lagarde pede aos líderes europeus que sejam tão corajosos como Mario Draghi
- APB promoveu sessões de literacia financeira em três escolas de Almada
- Banco de Portugal participa no projeto-piloto do euro digital
- Klarna regressa aos lucros após quatro trimestres consecutivos no vermelho
- Banco de Espanha pede à Anthropic que disponibilize o modelo Mythos a toda a banca europeia