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Vice-presidente do BCE descarta existência de uma bolha da IA semelhante à da internet

Luis de Guindos salientou que, embora as empresas disponham de planos de negócios, poderá ser necessário ajustar os preços, perante a possibilidade de haver uma sobrevalorização.

08 Mai 2026 - 12:40

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Luis de Guindos, Vice-presidente do BCE/Foto: BCE

Luis de Guindos, Vice-presidente do BCE/Foto: BCE

O vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos, afirmou nesta sexta-feira que o aumento dos investimentos em Inteligência Artificial (IA), não é comparável à bolha da internet, cujo colapso desencadeou uma crise mundial no início do século XXI. O ‘boom’ dos investimentos relacionados com IA, que elevou as cotações das empresas ligadas a esta tecnologia para níveis históricos, não apresenta semelhanças com a bolha da internet, afirmou o vice-presidente.

“Não há uma bolha”, assegurou Luis de Guindos durante um evento organizado pelo jornal elEconomista no qual defendeu que o fenómeno da IA é “completamente distinto do da bolha da internet”. Neste sentido, o vice-presidente do BCE, cujo mandato expira no próximo dia 31 de maio, salientou que, embora as empresas disponham de planos de negócios, poderá ser necessário ajustar os preços, perante a possibilidade de haver uma sobrevalorização.

Da mesma forma, embora se comece a observar uma alteração na forma de contratação, a análise do BCE apontou que, por enquanto, não estão a ocorrer ajustes no emprego relacionados com esta tecnologia. Porém, o economista espanhol salientou que casos como o do Mythos, o mais recente modelo de IA desenvolvido pela Anthropic, que gerou grande expectativa e incerteza quanto à sua capacidade de detetar vulnerabilidades que afetam os sistemas das entidades, revelam o atraso e a dependência da Europa em relação à IA face aos Estados Unidos ou à China.

“Isso põe em evidência o atraso europeu num domínio como é a IA e isso aumenta a dependência do continente”, advertiu Luis de Guindos, para quem o Mythos é apenas uma amostra do que possivelmente virá a seguir e que obrigará a ter muito mais segurança face a ciberataques.

No que diz respeito à política monetária, o vice-presidente do BCE reiterou que, após a recente decisão do Conselho do BCE de manter as taxas de juro, o órgão contará, na reunião de junho, com mais dados e novas projeções económicas para poder tomar uma decisão.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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