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Visão do BCE sobre instituições financeiras não bancárias é predominantemente negativa
Um estudo publicado pelo BCE concluiu que o tom do banco central sobre as instituições financeiras não bancárias tem vindo a piorar.
03 Nov 2026 - 07:05
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BCE sede | Foto ecb multimedia
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BCE sede | Foto ecb multimedia
O setor financeiro não bancário tem vindo a crescer “significativamente” ao longo da última década, ganhando protagonismo e a atenção tanto de investigadores como de entidades reguladoras. Um estudo publicado pelo Banco Central Europeu (BCE) nesta segunda-feira concluiu que a visão do regulador europeu desde a sua fundação tem sido predominantemente negativa.
Este setor não bancário, segundo explica o artigo científico, inclui fundos de investimento, seguradoras e outros intermediários financeiros fora da esfera da banca tradicional. A atenção que tem recebido pretende averiguar o seu papel na economia e o seu envolvimento na transmissão da política monetária, bem como o risco para a estabilidade financeira.
Os investigadores usaram um LLM que analisou os discursos do BCE entre 1998 e 2025 e que depois classificou os mesmos como positivos, negativos ou neutros sempre que referiam estas entidades.
“O índice resultante demonstra que a perceção do BCE sobre não-bancos tem sido predominantemente negativa e tem piorado ao longo do tempo, especialmente desde a crise financeira global”, indica o estudo.
De acordo com o mesmo, o sentimento negativo em relação a estas instituições está fortemente ligado às preocupações sobre a estabilidade financeira e à necessidade de regulação mais forte, por exemplo, bem como questões relacionadas com liquidez, entre outras.
Há ainda preocupação com as ligações aos bancos tradicionais, “que podem levar à propagação de choques financeiros pelo sistema”. Mais recentemente, o sentimento negativo está associado a criptoativos e finanças descentralizadas. Acresce ainda uma falha na informação disponível sobre estes setores.
Por outro lado, existem períodos em que foram detetados discursos positivos sobre o setor financeiro não bancário. Estes cingem-se à altura antes da crise financeira global e um pico registado em 2014 e 2015.
O BCE destaca que, do lado positivo, estas instituições não bancárias contribuem para a inovação financeira, a integração do mercado, diversificação e o bom funcionamento dos mercados financeiros em geral. O pico de 2014 e 2015 coincide com a agenda reformadora pós-crise, explica.
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