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52% dos portugueses financiam as férias com recurso às poupanças
Estudo da XTB e do TGM Market Research Institute, com mais de mil participantes, revela que 3,4% das despesas de férias são suportadas pelo subsídio e 13,7% por poupanças provenientes do salário corrente
29 Jul 2026 - 14:06
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Nas férias de verão passamos mais tempo no mundo digital/Foto: Magnific
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Um novo estudo conduzido pela plataforma de investimento XTB, com o apoio do TGM Market Research Institute, e que envolveu mais de mil participantes, revela que mais de metade dos inquiridos (52%) financia as férias com recurso às poupanças constituídas ao longo do ano especificamente para esse fim. Segundo o relatório, divulgado nesta quarta-feira, «3,4% das despesas dos portugueses com as férias são suportadas pelo habitual subsídio de férias e 13,7% por poupanças provenientes do salário corrente».
«Contudo, a dependência destas fontes varia significativamente consoante a idade: entre os 18 e os 24 anos, quase 60% dos inquiridos financiam as férias de verão através de poupanças realizadas ao longo do ano. Já na faixa etária dos 55 aos 64 anos, o cenário inverte-se, sendo o subsídio de férias a principal fonte de financiamento para as férias de quase metade dos inquiridos deste grupo», refere o estudo.
A preparação financeira antes da partida reflete-se também nos hábitos durante as férias. Mais de três quartos dos inquiridos (77,1%) afirmam procurar controlar ativamente os excessos e evitar despesas desnecessárias, enquanto 10,1% admitem exercer um controlo financeiro ainda mais rigoroso durante o verão do que no resto do ano.
Assim, 23,1% dos inquiridos garantem nunca ultrapassar o orçamento previsto e mais de metade (53,2%) afirma fazê-lo apenas raramente. Cerca de 19,9% admitem exceder frequentemente o montante definido, enquanto apenas 3,8% referem ultrapassá-lo de forma sistemática, conclui o estudo da XTB e do TGM Market Research Institute.
O estudo revela ainda que os portugueses tendem a limitar as despesas extraordinárias durante as férias. «Ao nível da restauração, mais de metade dos inquiridos (56,2%) fixa a despesa por pessoa entre os 15 e os 30 euros. Há 23,7% que conseguem fazer refeições fora por menos de 15 euros por pessoa, enquanto uma pequena percentagem (4,1%) prefere cozinhar em casa ou evitar frequentar estabelecimentos de restauração durante o período de férias.»
A XTB considera que estes resultados contrariam a ideia de que «o período de férias de verão é sinónimo de descontrolo financeiro em Portugal».
«Estes resultados revelam uma atitude muito positiva por parte das famílias», afirma Eduardo Silva, diretor da XTB Portugal. «A recusa quase total em recorrer ao crédito para financiar as férias demonstra uma maior maturidade e literacia financeira, na medida em que os portugueses assumem que o descanso não tem de se traduzir num encargo para os meses seguintes. O facto de a maioria definir um orçamento específico e depender das poupanças mostra que a proteção das finanças pessoais é, hoje, uma prioridade inegociável, mesmo nos momentos de lazer.»
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