3 min leitura
Ações cotadas em Portugal registam maior queda dos últimos três anos em maio
As ações cotadas em Portugal no final de maio correspondiam a 79,3 mil milhões, tendo caído 3,2 mil milhões face ao mês anterior.
19 Jun 2026 - 12:25
3 min leitura
Foto: Freepik
Mais recentes
- Ex-presidente da EBA pede clareza quanto aos requisitos de capital dos bancos
- BCE alerta bancos para desafios como modelo de IA Mythos
- Banco Central da Rússia baixa taxa de juro em 25 pontos base para 14,25%
- Banco de Inglaterra faz teste de ‘stress” para simular grave crise geopolítica
- Solvência e rentabilidade dos bancos portugueses acima da média europeia no final de 2025
- Santander ultrapassa Inditex e torna-se a empresa cotada mais valiosa de Espanha, atingindo os 175 mil milhões de euros
Foto: Freepik
O total de ações cotadas em Portugal fixou-se em 79,3 mil milhões de euros em maio, menos 3,2 mil milhões do que no mês anterior. Esta é a maior queda em cadeia desde maio de 2023, quando o valor baixou de 64,3 mil milhões para 59,7 mil milhões.
Segundo os dados revelados pelo Banco de Portugal nesta sexta-feira, este recuo teve origem numa desvalorização de 4,1 mil milhões das ações do setor não financeiro, parcialmente compensada pelo pagamento de dividendos. Já o setor financeiro reportou um aumento de 900 milhões.
Nos títulos de dívida emitidos por entidades residentes, o valor total era de 333,4 mil milhões no final de maio, um novo máximo desde o início da série do Banco de Portugal. Face ao mês anterior, houve uma subida de 7,3 mil milhões. De acordo com o banco central, as emissões superaram as amortizações em todos os setores.
O setor financeiro destacou-se, com emissões líquidas de 3,2 mil milhões, o valor mais alto em seis anos. Já as administrações públicas e as empresas não financeiras reportaram emissões líquidas de 1,2 mil milhões e 600 milhões, respetivamente.
O Banco de Portugal informa ainda que os títulos de dívida emitidos pelas administrações públicas e pelo setor financeiro se valorizaram em 1,7 mil milhões e 200 milhões, respetivamente. As administrações públicas pagaram 11 milhões em cupões e 400 milhões em juros corridos.
Os títulos de dívida das administrações públicas totalizaram 196,8 mil milhões. As emissões líquidas de amortizações ascendem a 14,1 mil milhões no total de 2026, o que corresponde a mais 1,9 mil milhões do que no mesmo período do ano anterior.
No final de maio, estavam previstas para os 12 meses seguintes amortizações de títulos de dívida no valor de 56,8 mil milhões, equivalentes a 16,4% do ‘stock’ de títulos vivos, revela o supervisor bancário.
Em junho, as empresas não financeiras têm amortizações previstas no valor de 7,9 mil milhões. Já as administrações públicas preveem amortizar 12,5 mil milhões em julho e 7,9 mil milhões em abril de 2027.
Os títulos de dívida ESG emitidos por entidades residentes ascenderam a 15,2 mil milhões, representando 4,4% do ‘stock’ total. Isto corresponde a um incremento de 693 milhões em relação a abril, “justificado sobretudo por emissões líquidas de amortizações nas categorias de títulos verdes, de 570 milhões, e de títulos ligados à sustentabilidade, de 101 milhões”. O valor acumulado de 2026 das emissões líquidas deduzidas de amortizações é de 639 milhões.
Mais recentes
- Ex-presidente da EBA pede clareza quanto aos requisitos de capital dos bancos
- BCE alerta bancos para desafios como modelo de IA Mythos
- Banco Central da Rússia baixa taxa de juro em 25 pontos base para 14,25%
- Banco de Inglaterra faz teste de ‘stress” para simular grave crise geopolítica
- Solvência e rentabilidade dos bancos portugueses acima da média europeia no final de 2025
- Santander ultrapassa Inditex e torna-se a empresa cotada mais valiosa de Espanha, atingindo os 175 mil milhões de euros