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ISP dá mais 800 milhões pelo MPS caso acionistas rejeitem OPAs defensivas e consegue apoio da Delfin
A maior acionista do MPS, a Delfin, comprometeu-se a aderir à OPA e a votar contra as manobras defensivas propostas pelo CEO Luigi Lovaglio, que tem apoiado até agora.
06 Out 2026 - 15:24
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foto Intesa Sanpaolo
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O Intesa Sanpaolo (ISP) avançou, neste fim-de-semana, com uma contraproposta à manobra defensiva do Monte dei Paschi di Siena (MPS). O maior banco de Itália está pronto a oferecer mais 800 milhões de euros em dinheiro aos acionistas do banco alvo, mas apenas caso estes rejeitem as duas Ofertas Públicas de Aquisição (OPA) que a administração vai propor no final do mês.
O maior banco de Itália lembrou que a aprovação de qualquer uma das operações lhe permite retirar a sua.
Recorde-se que o ISP propôs uma troca de 1,6 ações suas por cada ação do MPS e ainda 1 euro por cada ação. O banco está agora a colocar mais 25 cêntimos por ação em cima da mesa, o que implica um valor total de 35,39 mil milhões, tendo em conta o valor das ações do ISP às 14h50 desta terça-feira.
Além do aumento da oferta, o Intesa Sanpaolo anunciou ainda que a Delfin – ‘holding’ do falecido empresário italiano Leonardo Del Vecchio e que tem protagonizado um drama legal entre os herdeiros – se comprometeu a aderir à OPA e votar na assembleia de acionistas “de maneira consistente com as condições da oferta à data”.
Ou seja, o CEO do MPS, Luigi Lovaglio, acabou de perder o apoio aquele que tem sido o seu maior aliado nos últimos meses. A Delfin tem uma participação de 17,6% no MPS, sendo a maior acionista do banco e uma peça importante, até ao momento, para que o plano das duas OPA de Lovaglio conseguisse a aprovação de dois terços de que necessitava.
Recorde-se que o MPS lançou duas ofertas, sobre os rivais Banco BPM e Banca Generali, no valor total de cerca de 38 mil milhões, em agosto.
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