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Angola a dois dias de deixar de aceitar cheques
Os bancos angolanos deixam de aceitar o cheque como meio de pagamento e de transferência monetária no dia 31 de dezembro.
30 Dez 2025 - 07:30
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Faltam dois dias (31 de dezembro) para os bancos angolanos deixarem de aceitar cheques, quer como meio de pagamento, quer como forma de transferência de dinheiro, em cumprimento do comunicado do Banco Nacional de Angola de 12 de abril de 2024.
Nessa data, o supervisor angolano referiu que a “utilização dos cheques no Sistema de Pagamentos de Angola tem vindo a apresentar reduções significativas, em virtude da preferência por instrumentos de pagamento mais modernos, seguros, rápidos e cómodos, tais como o MCX Express, a RUPE e as transferências instantâneas”.
Face a esta situação, o Banco Nacional de Angola, no âmbito da superintendência e regulação do Sistema de Pagamentos de Angola, comunicou que a emissão e aceitação de cheques interbancários seriam descontinuadas.
Este processo de descontinuação foi realizado em duas fases: a primeira, a partir de 31 de dezembro de 2024, do ponto de vista da emissão, os bancos que operam em Angola deixaram de emitir cheques; a segunda, que se conclui em 31 de dezembro, refere-se à aceitação daquele meio de pagamento.
“Com essa medida, perspetiva-se mitigar o nível de risco que o referido instrumento transmite ao Sistema de Pagamentos de Angola, o seu elevado custo de produção, bem como a necessidade de investimentos avultados na renovação do sistema, tanto do lado do operador do Sistema de Compensação de Cheques como dos participantes”, referiu o Banco Nacional de Angola.
Também em Portugal, o uso do cheque, quer como meio de pagamento, quer como meio de transferência de dinheiro, tem vindo a cair sucessivamente. Segundo os últimos números do Banco de Portugal, referidos no Relatório do Sistema de Pagamentos de 2024, “os cheques foram o instrumento de pagamento cuja utilização mais diminuiu, tanto em quantidade (-18,3%) como em valor (-13,7%). Ainda assim, em valor, corresponderam a 6,7% do total dos montantes processados”.
“Cada habitante em Portugal realizou, em média, 395,3 pagamentos com cartões, 22,8 com débitos diretos, 21 com transferências a crédito, 1,8 com transferências imediatas e 0,8 com cheques. Em valor, cada habitante gastou, em média, 19,6 mil euros com cartões, 4 mil euros com débitos diretos, 41,8 mil euros com transferências a crédito, 2,7 mil euros com transferências imediatas e 4,9 mil euros com cheques”, refere o supervisor nacional.
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