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Apenas uma em cada cinco famílias consegue poupar
Barómetro do Oney indica que 74% dos inquiridos sentem stress financeiro constante e 66% já passou pela experiência de o salário acabar antes do final do mês.
26 Ago 2026 - 17:45
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Muitas famílias portuguesas veem-se a braços com dificuldades financeiras e a ter de gerir rendimentos que não cobrem tudo o que necessitam ao longo do mês. Neste contexto, não surpreende que apenas uma em cada cinco famílias – cerca de 21% – consiga poupar dinheiro.
Os dados são do barómetro de outono do Oney, empresa do Groupe BPCE que atua na área do crédito e dos seguros, que indica ainda que 66% das famílias em Portugal em idade ativa já passou pela experiência de o salário acabar antes do fim do mês e que 74% sente stress financeiro de forma recorrente.
De forma mais grave, 37% dos inquiridos que auferem menos de 1000 euros admitem sentir stress financeiro constante, pois, “como é compreensível, o rendimento o rendimento assume também um peso determinante na pressão financeira dos agregados familiares”, nota o Oney em comunicado.
Já entre os que têm um vencimento de 4 mil euros ou mais, são apenas 5% os que sentem stress financeiro constante. Por oposição, 3% dos inquiridos revelam que o salário nunca dura até ao final do mês.
O barómetro do Oney resulta da escuta de 1017 adultos entre os 18 e os 65 anos, residentes em Portugal, com idade média de 43 anos e salário médio líquido mensal entre 1000 e 1999 euros.
Olhando para o crédito, mais de metade dos consumidores considera-o como algo útil, indica o Oney. Mais precisamente, 56% encara-o como “uma forma rápida e simples de concretizar projetos e 40% afirma que recorreria ou ponderaria recorrer a um empréstimo pessoal para um projeto”.
Entre os 56% que veem o crédito como algo rápido e simples, dois terços têm rendimentos líquidos entre 3 mil e 4 mil euros e 63% tem entre 55 e 65 anos. Além disso, os homens são mais otimistas sobre o crédito, com 61% dos mesmos a encara-lo como rápido e simples, contra apenas 51% das mulheres inquiridas.
Entre as despesas que mais afetam o orçamento familiar, a alimentação surge em primeiro lugar, referida por 74% dos entrevistados. Segue-se a habitação, mencionada por 59%, e as despesas de serviços como água, eletricidade, gás e internet, assinalada por 51% dos inquiridos.
Fazer face às despesas inesperadas não é para todos, com apenas 22% a afirmar conseguir lidar com esta situação “tranquilamente”. Por outro lado, 41% “reconhecem que essa capacidade depende do mês ou que não conseguem de forma nenhuma lidar com encargos inesperados”.
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