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Extraditado de Portugal para Angola alegado membro de rede de ciberataques a bancos
Cidadão angolano faria partir de uma rede criminosa internacional com outros elementos de nacionalidades nigeriana, costa-marfinense, beninense e libanesa
26 Ago 2026 - 17:29
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Um alegado membro de uma rede internacional de ataques informáticos a bancos foi extraditado de Portugal para Angola, onde se encontram detidos mais dez suspeitos, informaram as autoridades angolanas. Em comunicado, “o Serviço de Investigação Criminal (SIC) informou que recebeu, na terça-feira, 25 de agosto, por via de extradição vinda da República Portuguesa” o suspeito, um angolano que tinha fugido para Portugal.
O homem, antigo bancário, era procurado pelas autoridades angolanas por alegadamente pertencer a “uma rede criminosa internacional investigada por ataques cibernéticos contra instituições bancárias angolanas”.
A investigação policial, considerada de “elevada complexidade”, foi iniciada em janeiro de 2025 e, segundo o SIC, “permitiu identificar uma organização criminosa estruturada”.
A alegada organização seria “composta por cidadãos nacionais e estrangeiros de nacionalidades nigeriana, costa-marfinense, beninense e libanesa, com divisão de tarefas e atuação dirigida contra instituições bancárias em Angola e outros países da região”.
O comunicado adianta que a investigação identificou “ataques consumados e tentativas de ataques” e que a intervenção das autoridades permitiu impedir a sua concretização de algumas tentativas e preservar montantes significativos.
O suspeito agora extraditado exercia à época funções numa instituição bancária no município do Negage, província do Uíge, em Angola.
De acordo com as autoridades, “terá cedido as suas credenciais de acesso e introduzido um equipamento informático na rede interna do banco, criando condições para o acesso remoto aos sistemas da instituição”.
O ataque ocorreu em janeiro de 2025 e, segundo a investigação, provocou um prejuízo económico superior a seis mil milhões de kwanzas (5,6 milhões de euros).
O SIC refere ainda que “após o ataque, o suspeito deslocou-se para Portugal, numa viagem custeada pela própria rede criminosa, onde terá recebido a sua contrapartida financeira e continuado a colaborar no recrutamento de funcionários bancários”.
A investigação resultou na detenção de 10 indivíduos, que se encontram em prisão preventiva e prosseguem “ações destinadas à localização e detenção de outros integrantes da organização”, em Angola e no estrangeiro.
A extradição de Portugal para Angola resultou da cooperação policial e judiciária internacional no combate à criminalidade informática e financeira organizada.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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