2 min leitura
Autoridade bolsista dos EUA propõe divulgação de resultados semestral
A alteração às obrigações de prestação de contas, em vigor há 55 anos, é um objetivo de Donald Trump há algum tempo. Empresas podem continuar a apresentar resultados trimestrais, se assim desejarem.
06 Mai 2026 - 10:03
2 min leitura
Foto: Pexels
Mais recentes
- Advogado de lesados diz que muitos credores do BES podem não ser compensados devido a atrasos na Justiça
- Intervenções nacionais impedem os bancos de ganhar escala
- Santander oferece até 95% da pensão em novo plano de pré-reformas em Espanha
- Fim da fragmentação pode libertar 230 mil milhões de euros em ativos de elevada qualidade
- Revolução bancária na Europa. Comissão propõe menos reservas de capital, menos reportes e tratamento diferenciado para bancos de menor dimensão
- Preço mediano do metro quadrado sobe quase 20% no 1.º trimestre de 2026
Foto: Pexels
A autoridade reguladora do mercado de capitais dos EUA (SEC, na sigla em Inglês) propôs, na terça-feira, que a apresentação de resultados pelas empresas cotadas passe de trimestral para semestral. A avançar, esta será uma mudança significativa após mais de meio século de normas de divulgação de informação financeira em Wall Street.
“A rigidez das normas da SEC impediu as empresas e os seus investidores de determinar por si mesmos a frequência dos relatórios intermédios que melhor considera as suas necessidades”, disse o presidente da autoridade, Paul Atkins, em comunicado.
A alteração, há muito pretendida por Donald Trump, permitiria que as empresas substituam a prestação trimestral de contas por balanços que sairiam apenas duas vezes por ano, apesar de poderem continuar a divulgar os números do desempenho de três em três meses, se assim o pretendessem. “A flexibilidade trazida pelas alterações propostas permitiria às cotadas escolher a frequência de divulgação de relatórios que mais lhe convenha e aos seus investidores”, acrescentou.
Se for aprovada, a proposta acaba com a obrigatoriedade, vigente desde há 55 anos, de as empresas terem de comunicar os resultados quatro vezes por ano, nos 45 dias posteriores ao encerramento dos trimestres fiscais. Se for aprovada, vai ser uma das mudanças mais relevantes nas obrigações de informação periódica das empresas no mercado dos EUA nos anos recentes, se bem que muitas possam optar por manter os relatórios trimestrais.
Mas já se antecipa resistência da comunidade dos investidores, preocupada com uma possível perda de transparência, se se dilatar a frequência da prestação de contas.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
Mais recentes
- Advogado de lesados diz que muitos credores do BES podem não ser compensados devido a atrasos na Justiça
- Intervenções nacionais impedem os bancos de ganhar escala
- Santander oferece até 95% da pensão em novo plano de pré-reformas em Espanha
- Fim da fragmentação pode libertar 230 mil milhões de euros em ativos de elevada qualidade
- Revolução bancária na Europa. Comissão propõe menos reservas de capital, menos reportes e tratamento diferenciado para bancos de menor dimensão
- Preço mediano do metro quadrado sobe quase 20% no 1.º trimestre de 2026