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Bank of America acusado de ‘insider trading’ na Índia
Segundo o regulador do mercado indiano, o Bank of America partilhou informação sensível com possíveis investidores antes de serem públicas.
08 Jan 2026 - 16:12
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Foto: Bank of America
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Foto: Bank of America
O Bank of America (BoA) enfrenta acusações de ‘insider trading’ na Índia, de acordo com um aviso do regulador de mercado desse país consultada pela Reuters. Em causa estão contactos indevidos com investidores antes da venda de ações da Aditya Birla Sun Life Asset Management. O caso referido aconteceu em 2024, na unidade de títulos indianos do banco americano.
O BoA apresentou entretanto um pedido junto da Securities and Exchange Board of India (SEBI) para chegar a um acordo com a entidade sem admissão de culpa, segundo uma fonte com conhecimento direto do assunto citada pela Reuters. A mesma fonte indica que este pedido está a ser analisado pela SEBI.
Uma segunda fonte adiantou que o BoA está ainda a lidar com o aviso da SEBI. O Wall Street Journal foi quem avançou a notícia sobre o aviso, citando fontes próximas do assunto, sendo que a SEBI não respondeu a pedidos de comentário da Reuters.
O aviso em si, que não é público, indica que a investigação da entidade concluiu que a equipa de negócios do BoA contactou potenciais investidores “direta e indiretamente”, enquanto tinha informação relativa a preços da venda de ações e que ainda não tinham sido publicadas.
A pedido desta equipa, o braço corretor, a equipa de pesquisa e a equipa de ‘syndicate’ asiática do banco contactaram investidores e partilharam relatórios de avaliações e outras informações confidenciais, segundo o aviso.
O BoA falhou nos seus controlos internos, acusa o regulador, pois as regras de ‘insider trading’ indianas, tal como as de outros países, proíbem um banco de investimento de partilhar informações relacionadas com preços com colaboradores externos à equipa de negócios assim que esta fica encarregada de uma transação.
De acordo com o aviso da SEBI, houve contactos com a HDFC Life, a segunda maior seguradora da Índia, o Norges Bank, o banco central da Noruega, e a Enam Holdings, uma empresa de investimento indiana.
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