3 min leitura
BCE confortável com o nível atual das taxas de juro
Luis de Guindos sem receio de que a inflação caia abaixo dos 2% e confiante no crescimento económico dos países da zona euro
06 Nov 2025 - 10:05
3 min leitura
Luis de Guindos, vice-presidente do BCE | Foto: BCE/ Maria Rita Quitadamo
Mais recentes
- BCE decretou o fim da nota de 500 euros
- O perigo dos lugares-comuns
- Lagarde: “Iniciativas de modernização regulatória não devem resultar em desregulação”
- Banco de Portugal pede aos cidadãos que mantenham uma reserva de dinheiro físico em casa
- Catarina Castro entra no Conselho Executivo da Mare Nostrum funds
- Multas até 25 mil euros para prestadores cripto que escondam informações ao Fisco
Luis de Guindos, vice-presidente do BCE | Foto: BCE/ Maria Rita Quitadamo
O Banco Central Europeu (BCE) está confortável com o nível atual das taxas de juro e considera qualquer descida da inflação abaixo de 2% como temporária, afirmou nesta quinta-feira Luis de Guindos, vice-presidente da instituição.
A inflação, que se manteve ligeiramente acima da meta de 2% do BCE durante a maior parte deste ano, deverá cair abaixo desse nível no próximo ano. Alguns responsáveis políticos receiam que tal possa alterar as expectativas de inflação, consolidando níveis muito baixos, como aconteceu na década anterior à pandemia, refere a agência Reuters.
Recorde-se que esse era também o receio de Mário Centeno que, enquanto governador do Banco de Portugal, sempre defendeu que, caso a inflação permanecesse de forma “persistente” abaixo dos 2%, o BCE teria de flexibilizar a sua política monetária.
“Se houver uma queda na taxa de juro, será algo temporário”, disse de Guindos num webinar do Natixis CIB. “Podemos estar tranquilos com o nível atual das taxas de juro”, afirmou.
“Acredito que a convergência para 2%, sem ultrapassagens nem subestimações, é agora o principal cenário de referência para as projeções”, acrescentou.
Os investidores financeiros concordam que o BCE não deverá alterar as taxas até ao final do ano — a próxima reunião do Comité de Política Monetária será em dezembro —, embora ainda considerem uma pequena probabilidade de novas medidas de flexibilização monetária para evitar que a inflação se afaste demasiado da meta dos 2%.
De Guindos afirmou que as notícias recentes sobre a inflação têm sido positivas e que a desaceleração do crescimento dos preços dos serviços — um componente tradicionalmente mais persistente no cabaz de preços — também aumentou a confiança do BCE nas suas projeções.
Outro fator que reforça a confiança do BCE na trajetória da inflação são os indicadores de crescimento económico divulgados nas últimas semanas. Embora os números não sejam espetaculares, indicam que o bloco das 20 nações continua a expandir-se a uma taxa de cerca de 1%, em linha com o seu potencial.
De Guindos adiantou ainda que os especialistas do BCE estão “ligeiramente” mais otimistas em relação ao crescimento e consideram que a zona euro está no bom caminho para cumprir as previsões da instituição.
Mais recentes
- BCE decretou o fim da nota de 500 euros
- O perigo dos lugares-comuns
- Lagarde: “Iniciativas de modernização regulatória não devem resultar em desregulação”
- Banco de Portugal pede aos cidadãos que mantenham uma reserva de dinheiro físico em casa
- Catarina Castro entra no Conselho Executivo da Mare Nostrum funds
- Multas até 25 mil euros para prestadores cripto que escondam informações ao Fisco