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BCE obrigou Álvaro Santos Pereira a alienar ações que comprou após assumir o cargo

Em dezembro, Álvaro Santos Pereira fez dois investimentos, na Galp e na Jerónimo Martins. Processo de desinvestimento está terminado, garante o Banco de Portugal.

27 Abr 2026 - 15:13

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Audição 17/9 parlamento, Álvaro Santo Pereira

Audição 17/9 parlamento, Álvaro Santo Pereira

O governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, realizou duas operações de investimento em ações no final de 2025, adquirindo participações na Galp e na Jerónimo Martins. Contudo, após entregar a sua declaração de interesses ao Banco Central Europeu (BCE), em janeiro, viu-se obrigado a reverter estas transações, pois viola o código de conduta para os altos cargos do supervisor.

A notícia é avançada nesta segunda-feira pelo jornal Público, a quem o Banco de Portugal confirmou que “no âmbito da gestão da sua carteira de aplicações financeiras, o governador Álvaro Santos Pereira fez um reforço do investimento em ações da Galp Energia SGPS, SA e da Jerónimo Martins SGPS, SA”. Sabe-se ainda que cada operação foi inferior a 50 mil euros.

“Após clarificação com o BCE, este reforço foi revertido, processo que está terminado”, garantiu o supervisor bancário nacional. Não é sabido como foi feito o desinvestimento. O Público indica que não obteve respostas do BCE sobre o assunto.

A declaração de interesses dos banqueiros centrais tem de discriminar as suas atividades fora do banco central, os interesses financeiros – anteriores e atuais, bem como depósitos superiores a 100 mil euros num grande banco europeu – e ainda eventuais conflitos de interesse de cônjuges. Têm de indicar também as transações praticadas pelo cônjuge ou filhos, caso sejam superiores a 10 mil euros.

Na declaração de Santos Pereira, este revela que não recebe remuneração pelo cargo na organização de discussão de políticas públicas Centre for Economic Policy Research e que não tem depósitos acima de 100 mil euros. O governador indicou também que a gestão da sua carteira de ativos é feita por si mesmo, não estando delegada a uma entidade.

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