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Banco ABN Amro multado em 8,5 milhões por falhas no combate ao branqueamento de capitais
Instituição ignorou grandes levantamentos de dinheiro, transferências para países de risco e pagamento de elevadas comissões
09 Jul 2026 - 15:57
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Foto: ABN Amro
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Foto: ABN Amro
O Banco Central dos Países Baixos (DNB) multou nesta quinta-feira o ABN Amro em 8,5 milhões de euros por falhas graves na prevenção do branqueamento de capitais, concluindo que o banco não investigou adequadamente clientes e operações de risco.
O DNB apontou “deficiências estruturais” face a sinais que poderiam indicar atividades de branqueamento de capitais, entre os quais grandes levantamentos de dinheiro, transferências para países considerados de alto risco, pagamentos de comissões elevadas e possíveis tentativas de contornar as sanções impostas à Rússia.
“O banco não cumpriu as suas obrigações de diligência, uma vez que os controlos contínuos não foram realizados com o nível de espírito crítico, profundidade e determinação exigidos”, lamentou o banco central.
O DNB concluiu que o ABN Amro revelou falhas estruturais nos controlos de prevenção do branqueamento de capitais, ao aceitar explicações de clientes sem as verificar adequadamente com dados objetivos entre 2023 e 2024.
O supervisor considerou a situação “grave” e afirmou que, nos casos de maior risco, os bancos devem realizar investigações mais profundas e críticas para evitar a utilização indevida dos serviços.
O ABN Amro reconheceu os factos, aceitou a multa de 8,5 milhões de euros e renunciou a recorrer, o que levou o DNB a reduzir em 15% a sanção inicialmente prevista de 10 milhões de euros.
O regulador teve em conta a dimensão financeira do banco, mas também as medidas adotadas para corrigir as deficiências e a colaboração demonstrada durante o processo.
Em 2021, o banco já tinha pagado 480 milhões de euros para encerrar uma investigação criminal relacionada com falhas anteriores nos controlos contra o branqueamento de capitais.
No ano passado, o ABN Amro registou um lucro líquido de 2.252 milhões de euros, uma queda de 6% em relação ao ano anterior devido a uma menor receita de juros.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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