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Banco de Portugal corta um dos edifícios de Entrecampos e reduz o valor para 165 milhões de euros

Álvaro Santos Pereira quer poupar entre 35 e 40 milhões de euros face ao contrato assinado por Mário Centeno com a Fidelidade

09 Jul 2026 - 16:43

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Agência do Banco de Portugal em Évora | Foto: Jornal PT50

Agência do Banco de Portugal em Évora | Foto: Jornal PT50

Em atualização

O governador do Banco de Portugal revelou esta quinta-feira que o projeto da nova sede em Entrecampos será reduzido de dois para apenas um edifício, permitindo uma poupança entre 35 e 40 milhões de euros. Álvaro Santos Pereira foi chamado à Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública (COFAP) para explicar o negócio celebrado pelo anterior governador, Mário Centeno.

Santos Pereira adiantou que já existe um acordo com o promotor do empreendimento — a seguradora Fidelidade — e que será assinado um aditamento ao contrato celebrado em maio de 2025, cujo valor ascendia a 192 milhões de euros.

“Entendemos que é possível melhorar o projeto de Entrecampos. Temos agora uma ideia mais realista das necessidades operacionais dos colaboradores em Lisboa”, afirmou o governador, acrescentando que o Banco de Portugal tem vindo a alterar os seus métodos de trabalho, “permitindo uma maior flexibilidade aos nossos colaboradores através da utilização do teletrabalho”.

“As exigências de espaço evoluíram. Existe uma solução alternativa dentro do complexo de Entrecampos. O edifício A1 afigura-se mais adequado aos interesses do Banco de Portugal, permitindo acolher todos os colaboradores do banco em Lisboa, com exceção daqueles que prestam serviço na sede da Rua do Ouro”, acrescentou.

Segundo o governador, este novo edifício terá um custo de cerca de 165 milhões de euros e será financiado através da alienação dos restantes imóveis do Banco de Portugal, com exceção da sede. Esta operação permitirá gerar poupanças anuais de 11 milhões de euros em custos operacionais ao longo dos próximos 20 anos.

Álvaro Santos Pereira reiterou ainda a intenção do Banco de Portugal de “regressar ao território”, reforçando as agências regionais do banco central através da contratação de mais colaboradores.

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