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Economistas consideram Hernández de Cos favorito a suceder a Lagarde
Um inquérito da Bloomberg a vários economistas coloca Cos como o candidato preferencial, seguido pelo neerlandês Klaas Knot. Maioria dos inquiridos prevê saída antecipada de Lagarde.
23 Out 2026 - 15:18
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Pablo Hernández de Cos | Foto BIS
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Pablo Hernández de Cos | Foto BIS
O diretor-geral do BIS e ex-governador do Banco de Espanha, Pablo Hernández de Cos, é apontado como favorito para suceder a Christine Lagarde na liderança do Banco Central Europeu (BCE). A preferência surge numa sondagem da Bloomberg a vários economistas, citada pela agência espanhola Europa Press.
O atual dirigente do BIS é apontado como favorito por 12 economistas, ficando à frente do neerlandês Klaas Knot, que recebeu o voto de nove dos inquiridos. Knot foi governador do banco central dos Países Baixos entre 2011 e 2025 e é apontado como o outro candidato de topo ao lugar de Lagarde.
Tanto Cos como Knot já receberam apoio dos atuais governos de cada um dos seus países. Pedro Sanchéz elogiou o trabalho de Hernández de Cos enquanto governador do banco central espanhol, enquanto o primeiro-ministro dos Países Baixos, Rob Jetten apontou o pragmatismo de Knot e a capacidade de liderar o banco central numa altura difícil.
Economistas preveem saída antecipada de Lagarde
O inquérito da Bloomberg também pediu aos economistas para se pronunciarem sobre o término prematuro do mandato da presidente do BCE. Dois terços dos inquiridos acreditam que Lagarde não fica até 31 de outubro de 2027 e sairá em abril. Outros apontam até janeiro como data de saída.
Recorde-se que a própria líder do BCE abriu recentemente a porta ao abandono antecipado do seu posto. Numa entrevista a um jornal francês, Lagarde admitiu sair uns meses antes do fim do mandato, garantindo apenas que em 2027 ainda estaria no supervisor bancário.
Há cerca de uma semana, a Reuters avançou que Lagarde pode ser anunciada como próxima presidente do Fórum Económico Mundial já em novembro.
A já anunciada saída de Isabel Schnabel em janeiro, aliada ao fim do mandato do economista-chefe Philip Lane em maio, pode dar aos governos da Zona Euro a margem de negociação para alocar vários postos de uma só vez.
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