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Capital de risco investe 15,6 milhões em empresa portuguesa de gestão de satélites sediada em Coimbra

Lince Capital, Explorer Investments e Armilar Venture Partners lideram o investimento na Neuraspace

05 Ago 2026 - 11:00

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A Neuraspace, empresa espacial e de defesa sediada em Coimbra, que desenvolve soluções de Consciência Situacional Espacial (SDA) e Gestão de Tráfego Espacial (STM) baseadas em inteligência artificial (IA), anunciou nesta quarta-feira um novo financiamento de 15,6 milhões de euros.

O financiamento inclui investimento privado estratégico das sociedades de capital de risco Lince Capital, Explorer Investments e Armilar Venture Partners, bem como financiamento concedido ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Chiara Manfletti, CEO da Neuraspace, afirmou: «Quando a Neuraspace foi fundada, a nossa missão era tornar o espaço mais seguro. Essa missão evoluiu com a realidade operacional. Hoje, proteger satélites significa lidar tanto com riscos acidentais como com ameaças intencionais. Segurança e proteção deixaram de ser desafios separados e passaram a ser duas faces da mesma moeda operacional.»

«Este investimento marca o início da próxima fase de crescimento da Neuraspace. Estamos a reforçar as capacidades soberanas da Europa em Consciência Situacional Espacial, ao mesmo tempo que disponibilizamos serviços operacionais baseados em IA, essenciais para a próxima geração de missões comerciais, institucionais e de defesa», acrescentou.

Fundada em 2020, a Neuraspace desenvolve soluções de Consciência Situacional Espacial (SDA) e Gestão de Tráfego Espacial (STM) suportadas por inteligência artificial para clientes comerciais, institucionais e governamentais em todo o mundo.

Segundo a empresa, o ambiente espacial está a tornar-se cada vez mais congestionado, disputado e competitivo. Para além do rápido aumento dos riscos de colisão, os operadores de satélites enfrentam atualmente ataques cibernéticos, interferências de radiofrequência, falsificação e bloqueio de sinais GNSS, bem como atividades contraespaciais cada vez mais sofisticadas, o que exige uma monitorização operacional permanente e um apoio célere à tomada de decisão.

A empresa refere que a sua plataforma combina dados provenientes de sensores comerciais e governamentais com tecnologias de determinação de órbita de elevada precisão, avaliação de riscos e ameaças baseada em inteligência artificial e apoio autónomo à decisão. Desta forma, permite que operadores comerciais, agências governamentais e organizações de defesa detetem, avaliem e respondam de forma mais rápida tanto a eventos operacionais de rotina como a ameaças emergentes.

A Neuraspace afirma ainda contribuir para a soberania tecnológica da Europa, reduzindo a dependência de capacidades externas de vigilância espacial, através da combinação de infraestrutura soberana de vigilância com fusão de dados baseada em IA e automação operacional.

A empresa registou um crescimento das receitas superior a 350% no último ano. Atualmente, monitoriza mais de 600 satélites operados por clientes comerciais e institucionais, entre os quais a Spire Global, a GEOSAT, a NanoAvionics, a Sidus Space, a U-Space e a Agência Espacial Europeia, apoiando os operadores na prevenção de colisões, no reforço da resiliência operacional e na realização segura de missões cada vez mais autónomas.

A empresa garantiu ainda contratos com a Força Aérea Portuguesa e com a NATO, tendo sido recentemente selecionada como principal contratada pelo Ministério da Defesa de um país europeu.

Em outubro de 2022, a Neuraspace anunciou a captação de 25 milhões de euros em financiamento, com o apoio de fundos do PRR e do programa NextGenerationEU.

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