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CGD pede reforço de 95 milhões de euros da garantia pública para a compra de casa por jovens

Banco público já concedeu 2,5 mil milhões de euros em crédito à habitação ao abrigo da garantia pública

20 Out 2026 - 15:25

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Caixa Geral de DepósitosFoto Linkedin

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O Governo autorizou, nesta terça-feira, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) a reforçar em 95 milhões de euros a garantia pública do crédito à habitação destinado à compra de casa por jovens até aos 35 anos. A autorização foi publicada em Diário da República.

Desde a criação deste instrumento de apoio à compra de casa, em julho de 2024, inicialmente dotado de 1,2 mil milhões de euros em garantias, o Governo já reforçou a medida por duas vezes: a primeira, em setembro de 2025, com um montante de 300 milhões de euros, e a segunda, em abril deste ano, com mais 750 milhões de euros. No total, a garantia pública ascende a 2,3 mil milhões de euros.

Segundo dados divulgados pela própria CGD na apresentação dos resultados semestrais, o banco liderado por Paulo Macedo financiou aproximadamente um em cada três jovens que recorreram à garantia pública.

Ainda de acordo com a instituição “desde janeiro de 2025, a Caixa financiou 23 mil jovens na aquisição da primeira habitação, num montante total de 3,2 mil milhões de euros. A idade média destes clientes é de 29 anos, evidenciando o papel do banco num momento determinante do percurso de vida de muitos jovens portugueses”

A Garantia Pública tem assumido particular relevância neste financiamento: representa 27% do total contratado pela Caixa desde 2025 e foi utilizada por 51% dos jovens financiados pelo banco. A taxa de incumprimento associada às operações financiadas mantém-se residual, abaixo de 1%.

Em 2026, o financiamento médio concedido pela Caixa é de 222 mil euros, com um rácio médio entre o empréstimo e o valor do imóvel de 93%. Estes indicadores mostram a importância de uma resposta bancária capaz de acompanhar as necessidades concretas de financiamento dos jovens.

A Caixa é também um dos principais parceiros na execução nacional da Garantia Pública para Crédito à Habitação. De um total aproximado de 40,1 mil casas financiadas em Portugal ao abrigo deste mecanismo, 33% foram financiadas pela Caixa.

A dotação da Caixa ao abrigo da Garantia Pública para Crédito à Habitação totalizava 507,2 milhões de euros, resultante de uma atribuição inicial de 257,2 milhões de euros e de um reforço anterior de 250 milhões de euros.

A 31 de agosto de 2026, o banco tinha já contratado 412,5 milhões de euros e tinha 23 milhões de euros aprovados e em fase de formalização. O montante comprometido ascendia, assim, a 435,5 milhões de euros, o equivalente a 85,9% da dotação total, deixando um saldo disponível de cerca de 71,7 milhões de euros.

O consumo médio recente situava-se em cerca de 31,2 milhões de euros por mês. Tendo em conta a maior concentração de formalizações habitualmente registada no último trimestre do ano, a Caixa estimava um consumo mensal próximo de 37,4 milhões de euros. Sem o reforço, o saldo disponível corresponderia a menos de dois meses de contratação, com risco de esgotamento durante a segunda quinzena de outubro.

O reforço de 95 milhões de euros permite acomodar as operações já aprovadas, responder à procura sazonal esperada e assegurar a execução integral da medida até ao final de 2026. Este montante destina-se exclusivamente à vigência atual do regime e não pressupõe qualquer renovação para 2027.

A medida de apoio aos jovens, que já foi criticada pelo governador do Banco de Portugal por poder ter um efeito especulativo sobre os preços dos imóveis, termina a 31 de dezembro de 2026. No entanto, a proposta de Orçamento do Estado para 2027 contempla a sua prorrogação, embora ainda não sejam conhecidos os montantes que lhe serão alocados.

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