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De dois dias por mês para dois por semana: NatWest altera regras de trabalho remoto
O sindicato dos colaboradores do banco acusa o NatWest de faltar ao compromisso de negociar as novas regras sobre o trabalho presencial. Há mais de 30 mil pessoas afetadas.
20 Out 2026 - 15:24
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Foto NatWest
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Foto NatWest
O NatWest é a mais recente empresa a alterar as regras relativas ao trabalho remoto. O banco britânico vai exigir, a partir de fevereiro do próximo ano, que os seus colaboradores se desloquem duas vezes por semana ao escritório.
A informação é avançada pelo The Banker, que cita o sindicato Unite. Esta decisão vai afetar particularmente os cerca de 14 mil colaboradores em posições consideradas remotas – que vão deixar de existir – e que atualmente passam cerca de dois dias por mês no escritório.
Existem ainda 17 200 mil trabalhadores em regime híbrido, que até agora tinham de ir fisicamente ao local de trabalho três vezes a cada duas semanas.
O sindicato critica a decisão do NatWest, que, argumenta, agrava a situação financeira dos colaboradores numa altura em que as pessoas estão a enfrentar um custo de vida cada vez mais elevado. O Unite lançou um inquérito aos seus membros no banco para recolher provas do impacto financeiro e empírico destas alterações.
A estrutura sindical sublinha ainda que a maioria dos colaboradores afetados por esta medida está nos escalões de remuneração mais baixos e organizou a sua vida consoante as normas de trabalho flexível em vigor há vários anos.
Mais ainda, o Unite mostra-se “profundamente preocupado” com a falha do NatWest para com o acordo celebrado em 2025 em que as partes concordaram negociar um plano sobre as alterações futuras ao trabalho presencial.
O acordo previa uma consulta dos trabalhadores e do sindicato. Em vez disto, o Unite revela que o NatWest apresentou um plano finalizado sem interagir de forma significativa com a estrutura representativa dos colaboradores.
Assim, o Unite apela a que o banco coloque os seus planos em pausa, regresse ao que estava inicialmente projetado e entre em negociações com os trabalhadores.
Da parte da instituição de crédito, esta assegura ao The Banker que o trabalho flexível se mantém “um elemento importante” da forma como trabalha. Ao mesmo tempo, o NatWest considera que há valor no tempo passado em conjunto com os colegas e equipas, através da colaboração, partilha de ideias e relações criadas.
O banco reconhece que esta é uma alteração significativa para vários colaboradores, mas que está a dar tempo suficiente para que possam planear e garante que vai prestar apoio ao longo da transição.
Recorde-se que o Barclays também anunciou regras mais apertadas no teletrabalho neste verão, tendo depois adiado a implementação das mesmas após contestação dos colaboradores.
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