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Sindicato exige aumento salarial na CGD em 2026 com efeitos retroativos a janeiro
O sindicato dos trabalhadores da CGD reforça que aumento do custo de vida realça a necessidade de um aumento de salarial acima dos 2% propostos pelo banco.
20 Out 2026 - 16:47
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Foto Jornal PT50 | Luís Alves Almeida
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Foto Jornal PT50 | Luís Alves Almeida
O Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo CGD (STEC) exigiu nesta terça-feira um aumento salarial, com efeitos retroativos a 1 de janeiro, considerando insuficiente a atualização de 2% já adiantada pela Caixa Geral de Depósitos (CGD). “O custo de vida não parou de aumentar, a inflação estimada é também superior, pelo que o adiantamento da CGD de 2%, se nunca foi suficiente, mostra-se agora ainda mais afastado das reais necessidades de aumentos salariais”, lê-se no comunicado divulgado pelo sindicato.
O sindicato argumentou que a conjuntura económica se alterou desde o início do processo negocial, com o agravamento do custo de vida e uma inflação estimada superior, destacando a subida dos preços dos combustíveis e da habitação. O STEC apontou ainda para a capacidade financeira do banco público, referindo que os lucros da CGD poderão atingir os 2 mil milhões de euros no final deste ano.
Na informação divulgada, o sindicato defendeu que os prémios atribuídos aos trabalhadores, embora não sejam contestados, não substituem os aumentos salariais, por não abrangerem todos os trabalhadores e serem variáveis e incertos.
O STEC afirmou ter demonstrado disponibilidade para aproximar posições ao longo das negociações, mas reiterou que a CGD terá de se aproximar da proposta sindical para viabilizar um entendimento. O sindicato sublinhou ainda que o processo negocial da CGD é autónomo das negociações para a revisão do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) no setor bancário, que, segundo o STEC, foram encerradas unilateralmente pelo Grupo Negociador das Instituições de Crédito (GNIC).
O STEC pretende uma conclusão célere das negociações, mas advertiu que poderá recorrer a outras formas de luta para defender os trabalhadores e antigos trabalhadores da CGD. A próxima reunião negocial está agendada ainda para outubro.
A posição sindical surge num contexto de contestação no setor, com manifestações e uma greve na banca anunciadas para 30 de novembro. Os sindicatos bancários afetos à UGT anunciaram uma greve para dia 30 de novembro, data para a qual o SNQTB já tinha convocado uma paralisação, em protesto contra a proposta de aumentos de 2%.
Em comunicado, Mais Sindicato, Sindicato dos Trabalhadores do Setor Financeiro de Portugal (SBN) e Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Banca, Seguros e Tecnologias (SBC) anunciaram um conjunto de ações de luta contra a posição das instituições de crédito, que consideraram ser inadmissível.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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