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DBRS prevê abrandamento na banca de investimento
Instituições europeias e norte-americanas afetadas pela volatilidade dos mercados de capitais, em consequência do conflito no Médio Oriente
27 Abr 2026 - 15:58
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Foto: Adobe Stock/diy13
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A agência de rating Morningstar DBRS publicou, nesta segunda-feira, um relatório sobre as perspectivas da banca de investimento europeia e norte-americana para o corrente ano. Segundo a DBRS, “o conflito no Médio Oriente levou a volatilidade dos mercados para máximos de vários meses, sendo que o fracasso do esforço de paz entre os EUA e o Irão, em abril, deverá manter a volatilidade e a atividade dos clientes em níveis elevados, num contexto de aumento dos riscos de inflação”.
Como resultado, a DBRS antecipa que “as receitas dos mercados de capitais no primeiro trimestre de 2026 dos bancos de investimento europeus serão superiores em termos homólogos, impulsionadas por receitas recorde de negociação e vendas (S&T), num contexto de elevada volatilidade. O forte desempenho do S&T deverá compensar a menor atividade de banca de investimento (IB)”.
“Para o restante do ano, esperamos que as receitas de S&T dos bancos europeus e norte-americanos continuem a beneficiar de uma volatilidade persistentemente elevada, enquanto as perspectivas para a banca de investimento permanecem altamente incertas, devido às incertezas quanto à inflação e à trajetória das taxas de juro”, refere o relatório.
“O ambiente geopolítico global, incluindo os desenvolvimentos no Médio Oriente, continua altamente incerto e, na nossa perspectiva, deverá manter a volatilidade e a atividade dos clientes em níveis elevados”, afirmou Maria Rivas, Vice-Presidente Sénior e responsável pelo setor das instituições financeiras europeias na Morningstar DBRS.
“Esta incerteza está também a enfraquecer a estabilidade económica global e a aumentar o risco de novos aumentos das taxas de juro, num contexto de inflação crescente impulsionada pela energia, o que torna as perspectivas para as receitas de banca de investimento altamente incertas para o segundo trimestre de 2026 e, possivelmente, para os trimestres seguintes, até existir maior visibilidade sobre a trajetória da inflação e das taxas de juro”, acrescentou a responsável.
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