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De Guindos: “Não há nada como ter um banco solvente e líquido em momentos de preocupação”
O vice-presidente do Banco Central Europeu defende que a situação das tarifas é uma chamada de atenção para que a Europa seja “mais autónoma e independente” nos domínios da economia, energia e defesa.
08 Abr 2025 - 14:29
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Luis de Guindos, vice-presidente do BCE | Foto: BCE/ Maria Rita Quitadamo
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Luis de Guindos, vice-presidente do BCE | Foto: BCE/ Maria Rita Quitadamo
O vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos, disse nesta terça-feira que a Europa está numa encruzilhada e deve responder às tarifas dos EUA de forma “lógica, prudente e sensata”, para evitar uma escalada na ofensiva comercial.
De Guindos recordou que é em tempos de incerteza que a Europa costuma tomar as decisões corretas e espera que nesta ocasião aconteça o mesmo. Caso contrário, “perderemos a oportunidade”, alertou durante o seu discurso na assembleia da Associação Espanhola de Bancos (AEB).
O responsável destacou os elevados níveis de capital e de liquidez dos bancos europeus, para que o financiamento continue a chegar à economia produtiva. “Não há nada como ter um banco solvente e líquido em momentos de preocupação”, elogiou, embora isso não tenha evitado grandes quedas no mercado bolsista.
“Não houve uma situação de pânico”, enfatizou De Guindos, que afirmou que, daqui para frente, o que parece preocupar os mercados é a possibilidade de uma segunda rodada de tarifas que levaria a uma guerra comercial.
Apesar da incerteza atual e da reação dos mercados com quedas acentuadas, De Guindos mostra-se otimista e defende que esta é uma chamada de atenção para que a Europa seja “mais autónoma e independente” nos domínios da energia, da defesa e da economia.
Na sua opinião, é necessário tentar negociar com os Estados Unidos, “com a cabeça fria” e sem que a Europa se deixe “abater”, mas mostrando a sua força e a vontade de negociar, explicou.
Defendeu também que a Europa deve concluir a integração dos mercados de bens e serviços, que limita a produtividade, bem como a união dos mercados de capitais e a união bancária.
E “o mais importante”, insistiu, é atuar em conjunto. “Se a Europa estiver dividida, será mais complicado”, avisou.
Para já, refletiu, a resposta da Europa às medidas do Presidente dos EUA, Donald Trump, tem sido “prudente, cautelosa” e, na sua opinião, “inteligente”, mas avisou que a não integração dos mercados de bens e serviços coloca a Europa em desvantagem.
Guindos lamentou que não tenha havido uma discussão sobre o mercado de trabalho e sobre uma regulamentação laboral comum, algo que considera útil.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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