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Emissões de títulos digitais atingem recorde em 2026

Associação para os Mercados Financeiros na Europa (AFME) revela que as emissões globais de títulos de rendimento fixo baseadas em tecnologia DLT atingiram um recorde de 8,1 biliões de euros em 2026, mais 86% do que o total de 2025

19 Out 2026 - 13:53

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Ativos digitais e moeda tradicionalFoto Freepick

Ativos digitais e moeda tradicionalFoto Freepick

A Associação para os Mercados Financeiros na Europa (AFME) revelou nesta segunda-feira que as emissões globais de títulos de rendimento fixo através de tecnologia DLT (tecnologia de registo distribuído) atingiram um recorde de 8,1 biliões de euros em 2026, mais 86% do que o total registado em 2025. Entretanto, a atividade de recompra através de DLT registou um volume médio diário de aproximadamente 360 mil milhões de euros.

Num comunicado, a AFME refere que a tecnologia de registo distribuído (DLT) está a deixar para trás a fase experimental e a avançar para a adoção prática nos mercados de capitais globais. A atividade atingiu níveis recorde ou significativos na emissão de títulos digitais, nos ativos tokenizados e nos mercados de recompra, de acordo com o mais recente relatório da associação sobre dados relativos à DLT.

Coen Ter Wal, diretor-geral de Tecnologia e Operações da AFME, afirmou: “O nível recorde de emissão de títulos digitais e a expansão contínua dos ativos tokenizados e das operações de recompra demonstram que a tecnologia de registo distribuído (DLT) está a deixar de ser uma experiência isolada para se tornar uma opção prática para os mercados de capitais. A questão agora é saber como podem esses mercados crescer em escala, e não se a tecnologia pode ser aplicada na prática. A próxima fase dependerá de uma maior interoperabilidade, de enquadramentos regulamentares favoráveis e de infraestruturas que permitam a esses mercados crescer em escala de forma segura e eficiente.”

A Ásia representou 54% das emissões recorde, lideradas por uma emissão do Governo de Hong Kong no valor de 20 mil milhões de dólares de Hong Kong (HKD), um montante recorde equivalente a aproximadamente 2,2 mil milhões de euros. Entretanto, as plataformas operadas por instituições sediadas na Europa estiveram na base de cerca de 98% das emissões globais.

Os ativos tokenizados atingiram 38,8 biliões de dólares, incluindo 14,9 biliões de dólares em títulos do Tesouro dos Estados Unidos tokenizados. A tokenização de exposições a ativos tradicionalmente ilíquidos, incluindo private equity e capital de risco (venture capital), também registou uma rápida expansão.

A atividade de recompra através de DLT consolidou-se como um caso de utilização suscetível de crescer em escala, com um volume médio diário de aproximadamente 360 mil milhões de dólares, face aos 222 mil milhões registados diariamente em 2025.

O relatório identifica ainda pelo menos 14 iniciativas de colaboração no domínio dos depósitos tokenizados em todo o mundo, várias das quais estão a avançar para testes com valor real ou para transações em tempo real.

Entretanto, o mercado global de stablecoins manteve-se relativamente estável, em torno dos 300 mil milhões de dólares, com as stablecoins denominadas em dólares norte-americanos a representarem aproximadamente 294 mil milhões de dólares e as denominadas em euros cerca de 8 mil milhões de euros. Espera-se que a participação dos bancos neste mercado aumente ainda mais através de iniciativas emergentes, incluindo a do consórcio bancário europeu Qivalis, que integra 37 instituições financeiras.

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