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Espanha avança para a conquista da liderança do BCE
Existe um acordo informal com Portugal de apoio mútuo na eleição e nomeação de pessoas para cargos de topo nas instituições europeias.
07 Jan 2026 - 16:52
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Carlos Cuerpo Caballero Ministro da Economia, Trade and Business, Espanha | Foto: Comissão Europeia
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Carlos Cuerpo Caballero Ministro da Economia, Trade and Business, Espanha | Foto: Comissão Europeia
O ministro da Economia, Comércio e Empresas, Carlos Cuerpo, afirmou nesta quarta-feira que Espanha procurará manter uma “representação significativa” no Banco Central Europeu (BCE) e indicou que o antigo governador do Banco de Espanha, Pablo Hernández de Cos, é um “excelente profissional”, com uma carreira “mais do que comprovada”, quando questionado sobre se seria um bom candidato para suceder a Christine Lagarde.
“Espanha […] irá pressionar para manter uma representação significativa, como nos é devido, tanto pela quota acionista como pela importância da economia espanhola na zona euro e, neste caso, no devido momento, tomaremos a decisão tanto sobre o cargo como sobre as candidaturas”, declarou o ministro, durante a conferência de imprensa após o Conselho de Ministros, a propósito da sucessão de Lagarde e de outros cargos no Banco Central Europeu.
Recorde-se que, desde a entrada de Portugal e de Espanha na Comunidade Económica Europeia (CEE), em 1986, existe um acordo informal entre os dois países de apoio mútuo na eleição ou nomeação de personalidades para altos cargos nas instituições europeias. Não se trata de um tratado escrito nem de um acordo jurídico formal, mas antes de uma prática diplomática recorrente, que visa evitar que ambos os países concorram em simultâneo ao mesmo cargo europeu.
Foi assim com a eleição de Vítor Constâncio para vice-presidente do Banco Central Europeu em 2010, tendo sido substituído pelo espanhol Luis de Guindos em 2018, e também com a eleição de Mário Centeno para a presidência do Eurogrupo, em 2017.
Portugal “quebrou” este entendimento quando, em 2025, apoiou a reeleição do irlandês Paschal Donohoe para a liderança do Eurogrupo, numa altura em que o ministro espanhol da Economia, Carlos Cuerpo, também era candidato, acabando por desistir da corrida.
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