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FED baixa juros pela terceira vez consecutiva
Taxas caem 25 pontos base para o intervalo entre 3,5% e 3,75%, o mais baixo dos últimos três anos.
10 Dez 2025 - 19:25
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Jerome Powell presidente da FED | Foto: Wikimedia
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Jerome Powell presidente da FED | Foto: Wikimedia
A Reserva Federal norte-americana (FED) decidiu nesta quarta-feira voltar a reduzir as taxas de juro em 25 pontos base, colocando-as no intervalo entre 3,5% e 3,75%. Segundo um comunicado da instituição, “os indicadores disponíveis sugerem que a atividade económica tem vindo a expandir-se a um ritmo moderado. A criação de emprego desacelerou este ano e a taxa de desemprego aumentou ligeiramente até setembro. Indicadores mais recentes corroboram estes desenvolvimentos. A inflação subiu desde o início do ano e mantém-se em níveis relativamente elevados”.
O Comité de Política Monetária da FED tem como objetivo alcançar o máximo emprego e uma inflação de 2% a longo prazo. “A incerteza quanto às perspetivas económicas permanece elevada. O Comité está atento aos riscos associados aos dois lados do seu duplo mandato e considera que os riscos de queda no emprego aumentaram nos últimos meses”, refere o mesmo comunicado.
A instituição liderada por Jerome Powell acrescenta ainda que, “ao avaliar a orientação adequada da política monetária, o Comité continuará a acompanhar as implicações das novas informações para as perspetivas económicas. O Comité estará preparado para ajustar a política monetária conforme apropriado, caso surjam riscos que possam impedir o alcance dos seus objetivos”.
O organismo assinala também que “os saldos de reservas diminuíram para níveis suficientes e iniciará a compra de títulos do Tesouro de curto prazo, conforme necessário, para manter um fornecimento amplo de reservas de forma contínua”.
Votaram a favor da medida de política monetária: Jerome H. Powell, presidente; John C. Williams, vice-presidente; Michael S. Barr; Michelle W. Bowman; Susan M. Collins; Lisa D. Cook; Philip N. Jefferson; Alberto G. Musalem; e Christopher J. Waller. Votaram contra: Stephen I. Miran (designado por Donald Trump), que preferia uma redução de 50 pontos base, e Austan D. Goolsbee e Jeffrey R. Schmid, que defendiam manter inalterada a meta para a taxa dos fundos federais nesta reunião.
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