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FMI: “Guerra prolongada e petróleo acima dos 100 dólares até 2027 antecipam uma recessão económica”

Instituição projeta três cenários de crescimento, com o cenário de referência a apontar para uma expansão de 3,1%. Economia portuguesa cresce 1,9% e a Alemanha é a mais penalizada na zona euro, com um crescimento de 0,8%.

14 Abr 2026 - 14:52

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Reunião da Primavera do FMI/ Foto: FMI

Reunião da Primavera do FMI/ Foto: FMI

O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou nesta terça-feira as suas previsões da Primavera para o crescimento da economia mundial. Perante a elevada incerteza em torno do conflito no Médio Oriente, o FMI apresentou três cenários de crescimento, dependendo da evolução da guerra, noticiou a agência Reuters.

O cenário de referência, o mais otimista do relatório Perspetivas da Economia Mundial, pressupõe um conflito de curta duração com o Irão e aponta para um crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) global de 3,1% em 2026, o que representa uma revisão em baixa de 0,2 pontos percentuais face à previsão anterior, divulgada em janeiro.

Neste cenário, o preço médio do petróleo deverá situar-se nos 82 dólares por barril ao longo de 2026, abaixo dos níveis recentes, próximos dos 100 dólares, considerados como referência futura para o Brent.

No chamado “cenário adverso”, que assume um conflito prolongado e preços do petróleo em torno dos 100 dólares por barril este ano e 75 dólares em 2027, o FMI prevê que o crescimento do PIB global abrande para 2,5% em 2026. Em janeiro, a instituição antecipava que o preço do petróleo cairia para cerca de 62 dólares em 2026.

O pior cenário, designado como “severo”, pressupõe um agravamento prolongado do conflito, acompanhado por preços do petróleo significativamente mais elevados, com fortes perturbações nos mercados financeiros e condições financeiras mais restritivas, reduzindo o crescimento global para 2%.

“Isso significaria uma situação muito próxima de uma recessão global”, refere o FMI, acrescentando que o crescimento ficou abaixo desse nível apenas quatro vezes desde 1980 — com as duas últimas recessões severas a ocorrerem em 2009, após a crise financeira, e em 2020, durante o pico da pandemia de COVID-19.

Para a zona euro, o FMI prevê revisões em baixa de 0,2 pontos percentuais em ambos os anos, apontando para um crescimento de 1,1% em 2026 e de 1,2% em 2027.

No caso das principais economias europeias, o FMI indica que a economia britânica deverá crescer 0,8% em 2026, abaixo da projeção anterior de 1,3%.

A Alemanha surge como a economia mais penalizada entre as maiores da zona euro, com previsões de crescimento de 0,8% em 2026 e 1,2% em 2027, o que representa uma revisão em baixa de 0,3 pontos percentuais em ambos os anos.

Para Portugal, o FMI prevê um crescimento económico de 1,9% em 2026, menos 0,2 pontos percentuais face à previsão de outubro e 0,4 pontos abaixo da estimativa oficial do Governo. Para 2027, a instituição melhora a perspetiva, apontando para um crescimento de 1,8%, quando anteriormente previa uma taxa de 1,5%.

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