2 min leitura
Fundos de pensões continuam a tirar depósitos da banca moçambicana
Em seis meses, os depósitos dos fundos de pensões na banca moçambicana caíram 20% para 36 milhões de euros.
22 Jan 2026 - 09:23
2 min leitura
Foto: Banco de Moçambique
Mais recentes
- Centros de decisão, serviços financeiros e indústria tecnológica colocam Lisboa no topo da pirâmide salarial
- Conselho de Ministros aprova prolongamento das moratórias por mais 12 meses
- Conclusão da aquisição do Novo Banco resulta em subida de ‘rating’ de dois níveis pela Fitch
- Comissão pede inscrição automática dos trabalhadores em planos de pensões complementares
-
Gestão de Investimentos em Fundações – Boas práticas de governanceParceiroPT50 Brand
- Prestação da casa a taxa variável sobe em todos os prazos
Foto: Banco de Moçambique
Os depósitos de fundos de pensões na banca moçambicana voltaram a recuar, quase 20% em seis meses, atingindo 2,69 mil milhões de meticais (36 milhões de euros) em junho passado, segundo a atualização mais recente do Banco de Moçambique. De acordo com dados do banco central, esse volume compara com 3,34 mil milhões de meticais (44,7 milhões de euros) em depósitos dos fundos de pensões na banca em 31 de dezembro de 2024.
“Esta redução está associada ao aumento de investimentos, pelos fundos de pensões, em instrumentos de longo prazo transacionados no MVM [Mercado de Valores Mobiliários], em detrimento de aplicações de curto prazo no setor bancário”, lê-se na mesma atualização do regulador. Neste período de seis meses, acrescenta o texto, o peso dos depósitos dos fundos de pensões sobre o total dos depósitos do setor bancário foi de 0,36 %, contra 0,47 % em dezembro, redução que “vem demonstrar” que estes recursos “tendem a ser uma fonte de financiamento de menor peso, com impacto pouco expressivo na avaliação do risco no setor bancário”.
O relatório acrescenta que o setor de fundos de pensões, constituído por fundos obrigatórios e complementares, demonstrou neste período “ser uma fonte de financiamento relevante para o setor do MVM e menos expressiva para o setor bancário”, o qual “possui uma base mais ampla de fontes de financiamento”.
O banco central recorda que, pelas suas características, “as instituições de gestão de fundos de pensões desempenham um papel contributivo positivo para a estabilidade financeira, através dos seus efeitos em cadeia”, nomeadamente o aumento da poupança e da disponibilidade de capital estável e de longo prazo, bem como na “redução da volatilidade nos mercados de capitais”.
Estes depósitos dos fundos de pensões na banca moçambicana já tinham caído 75% ao longo do ano de 2024, conforme dados do banco central noticiados anteriormente pela Lusa, num universo de 17 fundos de pensões complementares e de dois institutos de segurança social obrigatória, face aos 13,11 mil milhões de meticais (174,9 milhões de euros) em 31 de dezembro de 2023.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
Mais recentes
- Centros de decisão, serviços financeiros e indústria tecnológica colocam Lisboa no topo da pirâmide salarial
- Conselho de Ministros aprova prolongamento das moratórias por mais 12 meses
- Conclusão da aquisição do Novo Banco resulta em subida de ‘rating’ de dois níveis pela Fitch
- Comissão pede inscrição automática dos trabalhadores em planos de pensões complementares
-
Gestão de Investimentos em Fundações – Boas práticas de governanceParceiroPT50 Brand
- Prestação da casa a taxa variável sobe em todos os prazos