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G7 simula mega-ataque cibernético a todos os bancos
Exercício de coordenação transfronteiriça envolveu 23 autoridades, ministérios das Finanças, bancos centrais e instituições financeiras
03 Ago 2026 - 13:39
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O Grupo de Peritos em Cibersegurança do G7 (Cyber Expert Group – CEG) concluiu com êxito, em 18 de maio de 2026, o Exercício de Coordenação Transfronteiriça de 2026 (Cross-border Coordination Exercise – CBCE), que simulou um mega-ataque cibernético contra as principais instituições financeiras dos países do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido), bem como da União Europeia, revelaram nesta segunda-feira fontes oficiais do G7, em comunicado.
«Foi agora adotada uma estratégia de longo prazo para estes exercícios, com o objetivo de aumentar a frequência e a consistência destas simulações, reforçando assim o nível de preparação em todas as jurisdições», refere o comunicado.
Segundo o G7, «na sequência do sucesso do exercício CBCE de 2024, que teve como objetivo reforçar a capacidade das autoridades financeiras do G7 para coordenarem e comunicarem de forma eficaz em resposta a um grande ciberincidente transfronteiriço que afetasse o setor financeiro, as sessões deste ano testaram as principais melhorias identificadas em simulações e workshops anteriores centrados na resposta a incidentes, na recuperação e na comunicação em situação de crise, contribuindo para aumentar a preparação coletiva».
Para reforçar a coordenação entre as autoridades financeiras do G7, o exercício simulou um ciberataque de grande escala que afetou todas as jurisdições do grupo. O cenário reuniu 23 entidades, entre ministérios das Finanças, bancos centrais, autoridades de supervisão bancária, autoridades de supervisão dos mercados financeiros e instituições financeiras, promovendo uma resposta coordenada.
Através destes exercícios, o Grupo de Peritos em Cibersegurança do G7 pretende reforçar a capacidade do setor financeiro para resistir às ciberameaças e reduzir o potencial de perturbações nas jurisdições do grupo.
A vice-governadora do Banco de Inglaterra para a Política Monetária, Clare Lombardelli, afirmou: «O nosso sistema financeiro, bem como as tecnologias que utiliza, têm uma dimensão internacional. As perturbações causadas por ciberataques aos nossos sistemas podem atravessar fronteiras, tornando essencial uma resposta internacional coordenada. Temos de dispor das ferramentas e dos recursos adequados para responder em conjunto quando ocorre uma crise, e saúdo o trabalho desenvolvido pelo Grupo de Peritos em Cibersegurança do G7 para reforçar a nossa capacidade coletiva.»
Esta iniciativa permite às autoridades financeiras alinhar e integrar, de forma mais eficaz, as diversas componentes operacionais e estratégicas necessárias para responder a ciberincidentes.
Num mundo cada vez mais interligado, a coordenação transfronteiriça, a preparação para responder a incidentes e a partilha atempada de informação continuam a ser prioridades fundamentais para o G7.
O Grupo de Peritos em Cibersegurança continua a trabalhar em estreita colaboração para fazer face às potenciais ciberameaças, com o objetivo de salvaguardar a estabilidade e a integridade do sistema financeiro global.
«As ciberameaças não respeitam fronteiras e a nossa resposta também não pode respeitá-las», afirmou Francis Brooke, secretário-adjunto do PDO. «O Exercício de Coordenação Transfronteiriça do G7 reforça a nossa capacidade coletiva para responder a ciberincidentes suscetíveis de afetar o sistema financeiro global. À medida que os Estados Unidos se preparam para assumir a presidência do G7, o Departamento do Tesouro norte-americano espera aprofundar a cooperação prática no âmbito do Grupo de Peritos em Cibersegurança do G7 e contribuir para um sistema financeiro global mais seguro e mais resiliente.»
Jens Obermöller, especialista da BaFin, a autoridade federal alemã de supervisão financeira, sublinhou igualmente a importância da cooperação internacional: «O sistema financeiro está interligado à escala global. As ciberameaças são, por isso, inerentemente transfronteiriças. A nossa resposta deve refletir essa realidade.»
O responsável acrescentou que o exercício demonstrou a importância da atuação coordenada das autoridades financeiras do G7 para proteger a estabilidade do sistema financeiro global. «A BaFin desempenha um papel fundamental neste compromisso e estamos determinados a aplicar as lições retiradas deste exercício», concluiu.
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