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Gender Balance Index: Banco de Portugal melhora pontuação, mas continua abaixo da média
Segundo o GBI, nunca houve tantas mulheres a liderar bancos centrais, são agora 35. Por sua vez, nos bancos comerciais, são sete as CEO.
22 Abr 2026 - 16:23
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Foto: Luís Alves Almeida | Jornal PT50
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Foto: Luís Alves Almeida | Jornal PT50
O Banco de Portugal continua longe de se destacar no Gender Balance Index (GBI), um relatório sobre a igualdade de género no sistema financeiro a nível global. O banco central é a única instituição portuguesa visada no estudo, que atribui ao BdP uma pontuação de 36. Este desempenho assegura ao supervisor a 109.ª posição, uma melhoria face ao 117.º lugar do ano anterior.
Apesar de a pontuação da instituição liderada por Álvaro Santos Pereira ter aumentado em cinco face ao ano passado, o BdP continua abaixo da média. Segundo o estudo publicado nesta quarta-feira pelo Official Monetary and Financial Institutions Forum (OMFIF), essa média está nos 44 pontos, mais dois do que na edição anterior do GBI.
Este número é obtido após a análise dos dados relativos a um total de 335 instituições, das quais 185 são bancos centrais, 50 são bancos comerciais, 50 dizem respeito a fundos soberanos e 50 são fundos de pensões. Três instituições conseguiram a pontuação máxima de 100 e 11 não descolaram do 0.
O supervisor português fica perto da média no que toca à proporção de mulheres a ocupar posições sénior em bancos centrais: são 29%, num universo onde a média está nos 30%. O GBI indica que a percentagem de mulheres a liderar instituições deste tipo subiu de 16% para 19%. Por sua vez, os bancos centrais dos mercados emergentes destacam-se por reportar uma maioria de mulheres em cargos sénior, uma situação que se verifica em 78% destas entidades.
Apesar da contestação às políticas empresariais que visam impulsionar a igualdade de género nas organizações por parte da administração Trump, o GBI demonstra melhorias neste campo, nomeadamente na América do Norte. No domínio dos bancos centrais, destacam-se as seis mulheres que agora lideram bancos regionais da Reserva Federal dos EUA, fazendo desta região a que teve mais avanços no último ano.
No total, há 35 mulheres a liderar bancos centrais no mundo, um recorde histórico, segundo o GBI.
Dois bancos comerciais pontuam acima de 90
“Apesar dos receios de que as pressões políticas estejam a impedir o progresso, os bancos comerciais têm registado melhorias modestas, com 34 % dos cargos de direção ocupados por mulheres”, salienta o estudo. A pontuação geral destas instituições subiu de 42 para 44, ficando igual à média geral. Contudo, o GBI nota que apenas 48% dos bancos melhorou o seu desempenho, contra 62% em 2025.
Contudo, existe uma clara evolução destas empresas ao longo da escala, elogia o estudo. São agora 8% as que se situam acima de 80 pontos, quando há um ano eram apenas 2%. Mais ainda, 64% figuram na margem dos 30 aos 50 face a 58% em 2025.
No topo da tabela surge o JPMorgan com uma pontuação de 97, destronando o Banco do Brasil, que está agora em segundo lugar com 92 pontos. Estas duas instituições são as únicas com mais de 90 pontos entre os bancos comerciais. A fechar o pódio está o Guaranty Trust Bank, da Nigéria, com 86 pontos. As instituições europeias mais bem pontuadas são o Standard Chartered e o Commerzbank, empatados com 68 pontos.
Na lista dos 50 bancos comerciais, o GBI salienta ainda as sete instituições que têm uma mulher como CEO, realçando também que todas as regiões já têm pelo menos uma pessoa do género feminino nesta posição. A Europa destaca-se com duas – Ana Botín, no Santander, e Bettina Orlopp, no Commerzbank. Sobressai também a CEO do Citigroup, Jane Fraser, e Tan Su Shan, CEO do BDS Bank, o maior banco do sudeste asiático. Constam ainda desta lista Miriam Olusanya, CEO do Guaranty Trust Bank, Hana Al Rostamani, CEO do First Abu Dhabi Bank, e ainda a líder do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros.
Fundos de pensões têm a melhor pontuação
Os fundos de pensões alcançaram a melhor pontuação do GBI, de 51. Segundo os dados revelados, o número de mulheres a liderar estas estruturas caiu de 12 para 11, mas a representação feminina subiu em todas as posições sénior à exceção de CEO.
De acordo com o estudo, 38% dos lugares nas comissões executivas pertencem a mulheres e 31% ocupam posições ‘C-suite’. Contudo, apenas 34% estão em cargos de gestão.
As três instituições que lideram o ‘ranking’ nesta categoria são o New York State Common Retirement Fund, com 98 pontos, a Caisse des Dépôts et Consignations, com 97, e a Kommunal Landspensjonskasse, com 96.
Norges Bank é a referência nos fundos soberanos
Já nos fundos soberanos, a Norges Bank Investment Management é a líder com a pontuação máxima de 100. Seguem-se o Ireland Strategic Investment Fund, com 98 pontos, e a Victorian Funds Management Corporation com 97.
Segundo o estudo da OMFIF, a liderança feminina neste tipo de instituições aumentou em 2026. A percentagem de fundos com mulheres ao leme cresceu de 14% para 18%. A Europa e a América do Norte têm três CEO cada.
No entanto, a sub-representação em cargos sénior mantém-se, sendo que apenas 26% das posições de gestão são ocupadas por mulheres, bem como 33% dos lugares nas comissões executivas. As mulheres são, mesmo assim, a maioria nos Conselhos de Administração, com 63% dos cargos.
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