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Inês Rocha de Gouveia, presidente executiva da Fundação Santander Portugal | Foto: Santander Portugal

 

Que balanço faz a Fundação Santander deste encontro, em matéria de participação e de contributos para a reflexão sobre Educação? Neste balanço, que outros indicadores e reações lhe parecem significativas?

O balanço é muito positivo. Estes dois dias confirmaram que existe uma enorme vontade da sociedade de participar ativamente na reflexão sobre o futuro da Educação em Portugal.

Conseguimos reunir no Técnico Innovation Center uma grande diversidade de perspetivas e instituições, a começar no Ministério da Educação, que esteve representado pelo Senhor Secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Homem Cristo – e com a presença fundamental de alunos, professores, escolas, universidades, fundações, empresas, municípios, especialistas e outros decisores públicos. Essa diversidade é essencial, porque acreditamos que os desafios da Educação não podem ser pensados de forma isolada ou setorial.

Ao longo dos últimos meses, o projeto Horizontes da Educação mobilizou mais de 3000 pessoas em diferentes momentos de participação, workshops, entrevistas e exercícios de perspetivar a muito longo prazo – foresight. O encontro final permitiu consolidar esse trabalho e transformá-lo numa visão partilhada.

Conseguimos gerar inquietação na sociedade e levar as pessoas à ação. Cada um de nós nas nossas áreas de atuação conseguimos dar o passo seguinte para um futuro melhor.  A educação toca-nos a todos e todos somos chamados a agir.

A carta pelo futuro da educação estabelece os princípios que nos devemos pautar para decidir mudar e transformar a educação em Portugal e nestes 2 dias, assistimos a um forte alinhamento institucional e uma mobilização grande para a ação.

Foi muito relevante sentirmos o alinhamento institucional em torno desta reflexão. A presença do Senhor Secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Homem Cristo, em representação do Ministério da Educação, Ciência e Inovação, reforçou a importância de pensar a Educação como uma prioridade estratégica para o futuro do país.

Mais do que os números, destacaria a qualidade das conversas, o nível de compromisso demonstrado pelas instituições presentes e a forma como muitas pessoas reconheceram a importância de criar espaços de reflexão de longo prazo sobre Educação, algo que nem sempre é fácil no contexto atual.

 

A Carta pelo Futuro da Educação começa agora o seu percurso com a apropriação esperada da Sociedade Civil. Quantas pessoas já a assinaram? É subscrita por quantas organizações e instituições?

Tivemos mais de 600 pessoas que se inscreveram nestes 2 dias no Técnico Innovation Center.

Mais de 200 participaram ativamente, na reflexão dos 10 compromissos apresentados, muitos registaram simbolicamente a sua assinatura na carta gigante que imprimimos.

A Carta foi pensada como um compromisso coletivo e vivo, não um compromisso fechado que termina aqui, mas algo que continuará a crescer e a mobilizar contributos. O objetivo da Fundação Santander é precisamente que esta visão seja partilhada pela sociedade civil e utilizada como ponto de partida para novas discussões, iniciativas e colaborações em torno da Educação. A ambição é que esta Carta possa funcionar como uma referência orientadora para diferentes organizações e comunidades educativas, ajudando a alinhar prioridades e a estimular projetos concretos de transformação educativa.

 

Os organismos públicos aderiram bem à iniciativa?

Sim, tivemos uma adesão muito positiva de diferentes organismos públicos, tanto da administração central como local.

A presença do Ministério da Educação, Ciência e Inovação foi particularmente relevante para nós, não apenas pela participação institucional, mas também pelo alinhamento demonstrado relativamente a vários dos desafios identificados ao longo do projeto.

Também tivemos participação e envolvimento de municípios, instituições públicas de ensino e outros organismos ligados à Educação e à inovação social. Esta articulação entre setor público, setor privado, academia e sociedade civil foi, aliás, uma das dimensões mais valorizadas pelos participantes ao longo de todo o projeto.

 

Junto de stakeholders como o governo e a administração local estão previstas outras apresentações da Carta?

Sim. A Fundação Santander pretende continuar este trabalho de mobilização e diálogo nos próximos meses.

A Carta pelo Futuro da Educação foi concebida como um ponto de partida para gerar a inquietação, uma reflexão para a ação com todos os agentes da educação. A nossa ambição é que a carta sirva para ser discutida em sala de aula entre alunos e professores, para servir como orientador para os planos estratégicos e pedagógicos de instituições de ensino e também como guia para futuros planos de investimento. Os 10 compromissos são como as 10 metas para entender o ODS 4 – o objetivo de desenvolvimento sustentável das nações unidas, de melhor educação para todos.
Iniciámos um movimento para uma educação humanista, inteligente, inclusiva e transformadora para formar pessoas que compreendem e agem para contribuir para um mundo melhor

O nosso objetivo é garantir que este evento não funciona como uma meta, mas antes como um ponto de partida; que este trabalho não termina com o evento final, mas que continua a gerar reflexão, compromisso e colaboração em torno dos grandes desafios da Educação até 2050.

Qual será a próxima etapa do projeto Horizontes da Educação?

A próxima etapa passa por garantir continuidade ao movimento iniciado com este projeto.

Queremos continuar a aprofundar os diferentes compromissos identificados na Carta, promover novas conversas e mobilizar parceiros para transformar esta visão em ação concreta.

Existe também a ambição de manter viva esta comunidade de reflexão e colaboração que se formou ao longo dos últimos meses, envolvendo diferentes setores da sociedade na construção do futuro da Educação. Vamos continuar igualmente a procurar formas de traduzir alguns destes compromissos em iniciativas concretas, projetos-piloto e novas parcerias que possam gerar impacto real nos diferentes contextos educativos.

Cada um dos capítulos/Compromissos irá ser tratado de forma particular, incluindo a fixação de metas temporais intermédias?

A Carta foi desenhada precisamente para abrir caminho a trabalho futuro mais aprofundado sobre cada um dos compromissos.

Nesta fase, o mais importante foi criar uma visão partilhada e identificar prioridades estratégicas para o futuro da Educação. O passo seguinte será aprofundar cada um destes temas, identificar medidas concretas e promover reflexão conjunta sobre possíveis horizontes temporais e formas de acompanhamento.

A Educação exige visão de longo prazo, mas também capacidade de agir no presente. E acreditamos que este projeto ajudou a criar bases muito importantes para esse trabalho coletivo. Com este projeto, o nosso objetivo foi criar condições para que Portugal possa discutir a Educação de forma mais colaborativa, antecipatória e estrutural.

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