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Portugueses poupam sobretudo para imprevistos de curto prazo e não a pensar na reforma

Estudo demonstra que apenas metade dos portugueses pensa regularmente no futuro a longo prazo e a falta de capacidade financeira é a principal razão para não investir no futuro.

20 Mai 2026 - 11:52

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Foto: Unsplash

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As poupanças dos portugueses têm como principal objetivo resolver imprevistos a curto prazo e não constituir reservas para o final da vida profissional ativa. O estudo “Pensar o Futuro: como os Portugueses investem no seu futuro em saúde, relações sociais, espaços e ambiente e finanças” do BPI Vida e Pensões demonstra que seis em cada dez portugueses poupa, mas seguindo a lógica referida.

Apesar dos inquiridos do estudo estimarem viver, em média, até aos 84,2 anos e anteciparem uma deterioração da saúde a partir dos 66,5 anos, apenas 50,6% dos mesmos admite pensar regularmente sobre o futuro a longo prazo. Já 67,3% consideram útil refletir sobre o futuro a longo prazo.

A realidade, contudo, não traduz estas opiniões. “A preparação específica para a reforma permanece reduzida, com apenas 22,1% dos inquiridos a referirem possuir um PPR, enquanto a poupança continua concentrada em instrumentos de baixo risco, como depósitos e produtos de capital garantido, com menor potencial de valorização ao longo do tempo”, nota o BPI em comunicado.

O estudo identifica três perfis de comportamento dos portugueses no que diz respeito ao investimento no seu bem-estar. Entre os inquiridos, 22,2% “assume uma abordagem estruturada de investimento, enquanto 17,6% privilegiam o presente e 60,2% consideram que o melhor é conciliar as duas opções”.

Falta de capacidade financeira é o principal obstáculo

Entre as razões para não investir e preparar o futuro, a falta de capacidade financeira surge como a principal explicação. “Os participantes no estudo atribuem elevada importância ao investimento financeiro, cerca de 7,7 numa escala de 0 a 10, mas avaliam a sua capacidade para o concretizar em níveis inferiores, que variam entre os 4,2 (produtos com maior risco) e os 6,1 (esquemas de poupança regular)”, informa.

O estudo evidencia ainda o efeito multiplicador na acumulação de património, “mesmo com valores de poupança baixos”. Contas feitas, o BPI Vida e Pensões conclui que uma poupança mensal de 30 euros investida em instrumentos com retornos médios de 5% (com mais risco) durante 40 anos pode gerar um valor final 2,5 vezes superior quando comparado com instrumentos de baixo risco com um retorno médio de 1%. Isto resulta num valor de 46 149 euros contra 18 140.

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