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Prolongamento da instabilidade social e política pode aumentar aversão ao risco e retirar confiança aos mercados europeus

O CEO da ActivTrades Europe vê o impacto da instabilidade social "relativamente contido" nos índices bolsistas. Estes têm antes acompanhado o sentimento dos mercados internacionais.

25 Out 2026 - 09:16

2 min leitura

Foto Pexels

Autor

Luís Alves Almeida

Jornalista

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O clima de instabilidade social que se faz sentir pela Europa, com especial intensidade em França, pode resultar num aumento da aversão ao risco e, por consequência, “deteriorar a confiança dos investidores nos mercados europeus”, explica o CEO da ActivTrades Europe, Ricardo Evangelista, em declarações ao Jornal PT50.

“Nos países mais endividados, poderá levar a uma subida dos prémios de risco exigidos pelos investidores, agravando os custos de financiamento dos Estados e as preocupações com a sustentabilidade das finanças públicas”, ilustra Ricardo Evangelista. No que diz respeito ao mercado acionista, esta situação pode originar uma maior pressão de venda, especialmente sobre o setor bancário e as empresas mais endividadas, acrescenta.

Sobre este assunto, o líder da ActivTrades aponta que as bolsas europeias “têm registado alguma volatilidade, mas sem uma tendência de queda sustentada que possa ser diretamente associada à contestação social”. Os movimentos têm acompanhado o sentimento dos mercados internacionais, descreve.

Onde o impacto tem sido notável é nos mercados de dívida soberana, especialmente em França, onde os juros da dívida têm estado a atingir novos máximos. O país tem assistido a grandes manifestações desde setembro, que se têm replicado um pouco por toda a Europa, ainda que com menos intensidade.

Sobre os impactos desta situação, Ricardo Evangelista recorda que “o principal impacto resulta do aumento da incerteza política e económica. A contestação social pode dificultar a implementação de reformas e medidas de consolidação orçamental, aumentando as preocupações com a evolução dos défices e da dívida pública”.

Como resultado, os investidores podem exigir maiores prémios de risco para financiar os estados, pressionando sobretudo os mercados de dívida soberana, mas também o acionista, com o setor bancário particularmente exposto, realça.

Sobre o caso francês em específico, sendo a segunda maior economia da União Europeia, “uma deterioração prolongada da sua situação financeira poderá afetar a confiança dos investidores na Zona Euro, pressionar o setor bancário e provocar um aumento dos prémios de risco nos mercados globais de dívida soberana”.

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