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«Kuanza Instantâneo» cresce 119,8% e atinge 11,9 milhões de transações
Banco Nacional de Angola diz que o valor transacionado aumentou 134,8%, para 322 mil milhões de kwanzas
28 Jul 2026 - 13:00
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Foto: KWik
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O instrumento de pagamentos digitais Kwik (abreviatura de Kuanza Instantâneo) registou um crescimento de 119,8% no número de operações durante o segundo trimestre de 2026, passando de 5,44 milhões para 11,96 milhões de transações. No mesmo período, o valor transacionado aumentou 134,8%, evoluindo de 137,18 mil milhões para 322,04 mil milhões de kwanzas, em comparação com o período homólogo de 2025, «confirmando a crescente adoção dos pagamentos eletrónicos por cidadãos, empresas e instituições», revelou nesta terça-feira o Banco Nacional de Angola (BNA).
O supervisor angolano adiantou ainda que «prosseguem as campanhas de expansão dos pagamentos digitais nos mercados, escolas e outros espaços públicos, incentivando a utilização de meios de pagamento mais seguros, rápidos e acessíveis e contribuindo para a modernização do comércio e dos serviços».
Segundo o BNA, «a digitalização dos mercados já é uma realidade no Mercado 1.º de Agosto (Catinton), onde 80 vendedeiras passaram a efetuar o pagamento eletrónico das taxas diárias». A iniciativa conta atualmente com 672 comerciantes aderentes e regista mais de 700 operações de pagamento digital por dia, «demonstrando o potencial da digitalização para promover a inclusão financeira, impulsionar a utilização dos meios de pagamento eletrónicos e contribuir para a formalização gradual da atividade comercial».
O Comité de Coordenação da Estratégia Nacional de Inclusão Financeira (CCENIF) considerou que estas iniciativas «são fundamentais para remover as barreiras ao acesso da população aos serviços financeiros e criar condições para que um número crescente de cidadãos beneficie de pagamentos digitais, poupança, crédito, seguros e outros serviços financeiros formais».
O CCENIF reafirmou ainda a necessidade de as instituições públicas e privadas manterem o seu compromisso com a implementação da Estratégia Nacional de Inclusão Financeira, reconhecendo que a inclusão financeira constitui um pilar fundamental para promover a inclusão económica, estimular o empreendedorismo, reduzir as desigualdades, melhorar a qualidade de vida das famílias e impulsionar o desenvolvimento sustentável de Angola.
Segundo um comunicado do BNA sobre a 9.ª Reunião Ordinária do Comité de Coordenação da Estratégia Nacional de Inclusão Financeira (ENIF), «um dos principais indicadores analisados foi o Índice de Inclusão Financeira, que passou de 49,97%, no quarto trimestre de 2025, para 51,73%, no primeiro trimestre de 2026».
«Este resultado demonstra um progresso contínuo na utilização de contas bancárias, contas de moeda eletrónica e outros serviços financeiros formais pela população, refletindo o aumento do acesso ao sistema financeiro formal e da sua utilização. Com este desempenho, o país mantém uma trajetória positiva rumo ao objetivo de alcançar uma taxa de inclusão financeira de 65% até 2027», acrescentou o supervisor angolano.
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