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Lagarde admite saída antecipada do BCE para participar na vida política francesa
Ainda que se coloque de fora de uma corrida presidencial, Lagarde indica que, no contexto da política francesa, seria uma voz a favor da Europa.
03 Jul 2026 - 10:52
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Christine Lagarde, presidente do BCE/Fonte: BCE
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Christine Lagarde, presidente do BCE/Fonte: BCE
A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, admitiu que existe uma possibilidade de deixar o cargo antes do fim do mandato, em outubro de 2027. A líder do banco central refere que pode vir a participar na vida política francesa, mas que uma candidatura presidencial no próximo ano não estava “de momento” na agenda.
A Reuters esclarece que Lagarde respondia a uma questão do jornal francês Les Échos, precisamente sobre se considerava uma saída prematura para, porventura, entrar na política francesa. A isto, a presidente do BCE respondeu que “é possível”. “Acredito que tem de se ouvir uma voz europeia no debate presidencial francês”, explicou.
Questionada sobre se iria apoiar um candidato ou até ser ela mesma uma candidata, Lagarde disse primeiro que ia refletir sobre o assunto, acrescentando logo de seguida que estava “na brincadeira” e que não acha que isso esteja atualmente na agenda.
Recorde-se que Lagarde já desvalorizou previamente rumores sobre a sua saída antecipada do BCE. Nomeadamente, quando surgiram notícias sobre a sua ida para o cargo de topo no Fórum Económico Mundial. A presidente do BCE reiterou no passado que um capitão de um navio não abandona durante tempos turbulentos e que o seu cenário base é manter-se no posto até outubro de 2027.
Lagarde referiu que a sua tarefa principal seria levar um argumento europeu para a política nacional. “Eu falaria com uma voz francesa e europeia, porque sou ambas profundamente”, salientou, explicando o seu possível papel numa eleição. “Diria que França tem de desempenhar um papel decisivo no futuro económico do nosso continente. E que, sem este ambiente e âncora europeus, as nossas perspetivas económicas seriam, no mínimo, incertas”, rematou.
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