2 min leitura
Lagarde promete atuar depressa e em força contra o “sobe e desce da inflação”
Presidente do Banco Central Europeu disse em Sintra que a política monetária terá um efeito “máximo” para um “rácio de sacrifício” mínimo.
30 Jun 2025 - 20:08
2 min leitura
Christine Lagarde presidente do BCE | Foto BCE
Mais recentes
- Presidente da EBA aponta publicação da nova diretiva de pagamentos para dezembro ou janeiro
- Panetta: “A IA pode ser um instrumento poderoso para avançar na missão do Banco Mundial”
- Bancos financiaram com 531 mil milhões setores de elevado risco para as florestas
- Nomeação de Lagarde como líder do Fórum Económico Mundial pode acontecer já em novembro
- Supervisores das bolsas europeias aplicaram coimas de 82 milhões de euros em 2025
- Mais Sindicato ativa fundo para compensar sócios que adiram à greve de 30 de novembro
Christine Lagarde presidente do BCE | Foto BCE
Christine Lagarde garantiu nesta segunda-feira, em Sintra, que a aplicação da política económica por parte do Banco Central Europeu (BCE) será daqui para a frente mais rápida e mais dura, para lidar com as incertezas crescentes da conjuntura económica internacional.
A presidente do BCE falava durante um jantar que marca a abertura formal do Fórum anual do BCE que se realiza em Portugal, na vila de Sintra, e que dura até à próxima quarta-feira. Depois de ter apresentado, também nesta segunda-feira, o Relatório de Revisão Estratégica, que consignou a estabilidade dos preços como um dos objetivos fundamentais do BCE, Lagarde referiu ao jantar que aquele relatório estabeleceu três conclusões fundamentais.
Em primeiro lugar, que o mundo está mais incerto e a inflação provavelmente mais volátil. Em segundo lugar, o aumento dos riscos e a incerteza exigem uma melhor avaliação por parte da política monetária, nomeadamente com a antecipação de cenários e análises mais pormenorizadas. Em terceiro lugar, a nossa reação terá que ser persistente e bilateral, combatendo quer a subida, quer a descida da inflação.
É neste domínio de atuação contra as pressões inflacionistas descendentes ou ascendentes que Lagarde insistiu na estratégia para o futuro. Assiste-se atualmente a uma dinâmica não linear da inflação, não só no sentido descendente, quando uma inflação demasiado baixa empurra as taxas para o limite inferior, mas também no sentido ascendente. Se os salários se ajustarem apenas gradualmente ao aumento dos preços – como se verificou nos últimos anos – a inflação pode manter-se acima do objetivo durante mais tempo, uma vez que o crescimento dos salários está a recuperar lentamente. Esta situação pode frustrar as nossas expectativas de inflação, referiu a presidente do BCE.
Em conclusão, Lagarde refere que a nossa recente avaliação da estratégia de política monetária representa uma evolução, não uma revolução, acrescentando que o BCE já está a antecipar cenários, nomeadamente em relação às tarifas dos EUA , de modo a ajudar com uma maior incerteza, e compreender melhor a gama de riscos que se avizinham.
Mais recentes
- Presidente da EBA aponta publicação da nova diretiva de pagamentos para dezembro ou janeiro
- Panetta: “A IA pode ser um instrumento poderoso para avançar na missão do Banco Mundial”
- Bancos financiaram com 531 mil milhões setores de elevado risco para as florestas
- Nomeação de Lagarde como líder do Fórum Económico Mundial pode acontecer já em novembro
- Mais Sindicato ativa fundo para compensar sócios que adiram à greve de 30 de novembro
- Bancos poderão escolher normas de reporte ao BCE durante período de transição