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Líderes da supervisão e resolução do BCE lembram que regulação existente resultou de crises passadas
Claudia Buch e Dominique Laboureix defendem que a simplificação das regras bancárias não pode ser feita à custa da resiliência do setor.
06 Nov 2026 - 18:20
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BCE sede | Foto ecb multimedia
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BCE sede | Foto ecb multimedia
A regulação atual sobre o setor bancário não surgiu do vazio. Pelo contrário, o quadro regulatório é o resultado da experiência com crises passadas associadas ao setor, lembram a presidente do Conselho de Supervisão do Banco Central Europeu (BCE), Claudia Buch, e a presidente do Conselho de Único de Resolução, Dominique Laboureix.
Numa publicação no blog do BCE, as duas líderes dos órgãos reforçam que a simplificação da regulação não pode ter a resiliência como preço. A experiência das crises passadas continua a ser relevante, defendem, citadas pela Reuters.
A simplificação das regras, continuam, não deve ser sinónimo de desconsideração pelos padrões internacionais estabelecidos nem pode turvar as responsabilidades institucionais. Neste sentido, reiteram que os supervisores, as autoridades macroprudenciais e as de resolução têm funções complementares, mas mandatos diferentes.
Ao mesmo tempo, Buch e Laboureix apelam a reformas do sistema. A primeira corresponde ao terceiro pilar da união bancária, que continua por concluir, e que diz respeito ao sistema de garantia de depósitos europeu.
Mais ainda, o fluxo de capital e liquidez dentro dos grupos bancários deve ser facilitado. Esta medida iria permitir às empresas melhorar a sua eficiência em tempos normais e ajudar a atenuar choques de maneira mais flexível.
Por fim, apelam ao fortalecimento do quadro de liquidez numa resolução de um banco. Mecanismos fiáveis para garantir liquidez durante e imediatamente após a resolução de um banco daria maior confiança tanto às autoridades como aos mercados de que um banco viável pode continuar a operar, argumentam.
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